Sarau Marginal se repete nos dias 26 de março e 23 de abril

Créditos: Divulgação

Do desejo de ocupar espaços públicos com força e arte jovem, Marina Urias, Pablo Martines e Diego Modesto criaram em 2016 a primeira edição do Sarau Marginal nos palcos da praça principal do bairro Maria Lúcia, em Rio Preto.

Sob a sombra das árvores, muitos jovens e adolescentes se encontravam para troca de cultura, expressando suas vozes através de atividades como recitar poesias, batalhas de rap, dança, canto, performances, grafite e outras vertentes da cultura urbana e da arte.

Com onze edições entre 2016 e 2018, o Sarau Marginal voltou em nova edição totalmente on-line no dia 26 de fevereiro com participações especiais de artistas locais, que sempre fizeram parte do Sarau, desta vez patrocinado pela Lei Aldir Blanc Municipal.

"Desde 2016, damos voz e espaço ao público promovendo encontros e debatendo cultura através da força jovem. Estamos ansiosos e com muita expectativa desta nova edição, somos sempre cobrados pelos amantes do Sarau. Agora tornamos possível o que antes estava no papel", diz Marina Urias, uma das realizadoras.

Marina complementa dizendo ser um novo formato para todo o coletivo e que a ideia sempre foi ocupar a praça.

"Estamos de certa forma limitados na questão do espaço, pois devido à pandemia trocamos o aberto pelo fechado, mas não tirou a vontade de propagar a cultura urbana, que agora conta com uma abrangência nacional.".

Neste novo formato, o Sarau foi iniciado no dia 26 de fevereiro e se repete em março (26) e 23 de abril, com transmissão ao vivo no Facebook, Instagram e Youtube do Sarau Marginal.

As inscrições para a edição de março acontecem a partir do dia 08 deste mês, diretamente nas mídias do Sarau Marginal, com participação de grupos e artistas rio-pretenses contemplando todas as vertentes artísticas.

Em abril, o projeto terá atividades formativas direcionadas ao público, de forma on-line e gratuita.

"O Sarau Marginal vem de muito planejamento e de muita vontade, cansamos de ir à Represa participar das batalhas musicais e começamos a fazer as batalhas de rima no nosso bairro, envolvendo a nossa comunidade e abrindo para outras vertentes. A polícia já quis nos prender, quase nos barraram, mas resistimos", explica Pablo Martines, da produção e organização.

"Agora a periferia vai ter espaço na casa das pessoas, através da internet, quebrando as barreiras e sempre proporcionando a inclusão. Estamos reformulando o Sarau para que tenha muitas edições e não caia no esquecimento", finaliza Martines.

Este ano, fazem parte da produção do evento Marina Urias, Pablo Martines, Mazin, Neguinho suspeito e Lukot.

O projeto está sendo realizado com recursos da Lei Aldir Blanc São José do Rio Preto por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.