Conheça a origem do polo aquático e as regras desse esporte

Créditos: Site ABDA

Foi com o polo aquático que teve início o Projeto Futuro, sonho de dois empresários de Bauru (SP), concretizado na criação da Associação Bauruense de Desportes Aquáticos (ABDA), em 2010.

O objetivo era usar o esporte como ferramenta de transformação na vida das crianças, formando cidadãos mais dignos e com perspectiva de um futuro promissor.

Mas, a origem do polo aquático remonta à Europa do século 18. Inicialmente, era uma forma de entretenimento praticado principalmente em rios e lagos.

O primeiro jogo oficial foi realizado em Londres, no Crystal Palace Plunge. Em 1900, o polo aquático foi introduzido nos Jogos Olímpicos de Paris, tornando-se a primeira modalidade coletiva da história do evento. Porém, a estreia nos Jogos foi apenas na versão masculina.

O polo feminino foi adicionado somente um século depois, em Sidney, 2000.

No Brasil - O polo aquático chegou ao Brasil no início do século 20, praticado nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

O registro do primeiro jogo no país é datado em 1908, na praia Santa Luzia, no Rio de Janeiro. Já o primeiro jogo internacional ocorreu na Baía de Guanabara, em 1919, contra a Argentina.

A estreia da seleção brasileira de polo aquático foi em 1920 contra a Antuérpia, na Bélgica, com a conquista da sétima colocação. Nos Jogos Pan-Americanos, o Brasil tem um bom histórico, somando 11 medalhas, sendo uma de ouro, em São Paulo em 1963.

Atletas da ABDA são frequentemente convocados para compor a seleção brasileira em sul-americanos, pan-americanos e até mundiais de polo aquático, exercendo grande contribuição nos resultados dos jogos.

ABDA faz história - Ao longo dos seus quase 10 anos de existência, a ABDA trabalha fortemente na formação de atletas nas categorias de base.

No início, eram apenas 40 crianças, mas rapidamente o interesse cresceu e mais atletas foram surgindo, ano após ano.

Hoje, em Bauru, são 1.629 atletas, entre crianças e jovens, treinando polo aquático. Muitos com grande destaque na modalidade, tendo sido convocados diversas vezes para compor a seleção brasileira masculina e feminina.

Além do polo aquático, a ABDA atua em natação, natação paralímpica, atletismo, atletismo ACD e música, atendendo mais de sete mil crianças e adolescentes no total.

Em 2011, menos de um ano após sua criação, a ABDA enviava seus pequenos atletas para o HaBaWaBa, o maior festival infantil de polo aquático do mundo.

Hoje, a ABDA figura entre os melhores times do planeta neste festival e possui atletas em todas as demais categorias da modalidade, tendo conquistado diversos títulos de campeão em competições regionais, estaduais e nacionais ao longo dos anos.

Em 2012, com a chegada do técnico húngaro campeão olímpico Attila Sudár, foi implantado um modelo próprio de treinamento para o polo aquático da ABDA.

Em 2013, o time da ABDA foi campeão Paulista e Brasileiro pela primeira vez e, em 2014, já figurava em 5º lugar no ranking nacional.

Em 2015, a equipe estreou em competições adultas, mesmo com um time formado por atletas bastante jovens, e também foi campeã na categoria sub-15.

De lá para cá, a ABDA seguiu colecionando vitórias todos os anos nas várias categorias, em competições estaduais e nacionais.

Em 2016, foi inaugurada em Bauru a Arena ABDA, um dos melhores complexos esportivos da América Latina, com todo aparato técnico e suporte profissional multidisciplinar para os atletas.

Além da brasileira, seleções de diversos países já treinaram na Arena ABDA, como Hungria, Argentina, Peru, Chile e Uruguai.

O local sediou um Campeonato Sul-Americano e se prepara para realizar o Festival HaBaWaBa Brasil, se firmando no calendário internacional dos esportes aquáticos.

Categorias - Nos campeonatos nacionais, as categorias são sub-12 (atletas com 12 anos ou menos) que disputam festivais; sub-14, sub-16, sub-18, sub-20 e adulto (absoluto). Nas categorias sub-12 e sub-14, os jogos são mistos, com meninos e meninas no time. A partir da sub-16, os campeonatos são divididos por gênero feminino e masculino.

No Festival HaBaWaBa, na Itália, a ABDA participa todos os anos nas categorias sub-9 e sub-11.

Atualmente, o polo aquático é comandado mundialmente pela Federação Internacional de Natação (Fina). O primeiro Campeonato Mundial da modalidade foi disputado em 1973 e conquistado pela Hungria.

Regras básicas - A piscina para a prática do polo aquático precisa ter profundidade mínima de 1,8 metros (de preferência, 2 metros), largura de 10 a 20 metros e distância de 20 a 30 metros.

A bola utilizada nas partidas de polo aquático tem uma textura diferente das usadas em outros esportes. Ela é áspera e quando molha é aderente. Precisa ser impermeável, sem costuras exteriores.

A bola de polo deve pesar entre 400 e 450 gramas. A masculina tem diâmetro entre 68 a 71 centímetros, enquanto a feminina tem entre 65 a 67 centímetros.

A diferenciação entre os jogadores de cada equipe é feita por meio da cor da touca, que precisa ser distinta e contrastante entre os times.

Os goleiros são exceções, pois ambos usam toucas de cor vermelha. As toucas têm protetores de ouvidos, já que o polo aquático é um esporte de bastante contato físico, e são numeradas de 1 a 13, sendo que a número 1 é reservada para o goleiro.

Uma equipe de polo aquático é formada por 13 jogadores. Durante a partida, sete participam (seis jogadores e um goleiro) e seis ficam no banco para substituições. Um jogador é o capitão, responsável pela disciplina do time.

O jogador se movimenta o tempo todo sem apoio, utilizando a chamada perna polo, um movimento específico dos membros debaixo d'água.

Ele não pode tocar a borda nem o fundo da piscina. Todos os jogadores, com exceção do goleiro, só podem tocar a bola com uma das mãos.

Uma partida de polo tem quatro períodos de oito minutos cada com dois minutos de intervalo. Cada equipe tem 30 segundos para realizar a jogada.