O giro do Mundo do Rock

Créditos:

Victor Hugo Cavalcante: Primeiramente muito obrigado por nos conceder esta entrevista, e gostaria de começar perguntando: Como começou a história do blog Mundo Rock? Qual foi a primeira postagem que tu fez?

Mundo Rock: Eu já tive um outro blog de música, lá por 2013/2014, eu criei o Nação Independente, que era um blog dedicado a novas bandas do cenário independente. Tinha notícias sobre o rock, entrevistas com bandas novas, tive inúmeras parcerias com outros sites de músicas e inclusive o estúdio showlivre era parceiro. Inúmeras bandas participaram e tive várias visualizações. Tinha o tempo todo dedicado a ele, mas daí por problemas pessoais e acreditar em alguém que não via nada de útil, larguei o blog. Foi terrível, uma galera pediu para eu voltar, falou que o blog era demais, que curtia os posts, que eu não podia largar, mas infelizmente larguei tudo.

2014 foi o ano que eu estava na correria para entregar o prex (TCC da comunicação social - publicidade e propaganda) não tinha tempo para mais nada, só saber em me formar. Me formei. Chegou 2015 passei por um perrengue depressivo, não arrumava emprego, não fazia mais nada. Aí surge a fotografia, minha amiga me chamou para fotografar o casamento dela, eu que na época estava estudando e sabia como fazer, topei na hora, fui sem medo mas a ansiedade a mil, (risos) até hoje eu piro na ansiedade mas na hora que estou clicando tudo passa. Foi divertido e rendeu muitos cliques, foi o ponta pé inicial para minha carreira como fotógrafa. Daí para frente não parei mais. Fui atrás de me qualificar mais ainda, estudos estudos e mais estudos passei a fazer nos meus dias. A depressão passou. Tinha um emprego, sou fotógrafa de gestantes, bebês, crianças, casamentos e 15 anos, minha vida mudou daí para frente.

Minha vida ia bem até que um amigo ano passado me falou, Thaís por que você não volta a ter um blog? Ou melhor faça vídeos seus falando sobre bandas, cultura rock, moda. Pensei, será? Respondi, talvez. De tanto pensar e pensar, acabei cedendo e criei meu mais novo blog, o Mundo Rock. Meu primeiro post foi de uma banda de metal nórdico o Hugin Munin de Santos. 

Não levei muito a sério, criei o post e publiquei, pensei que não ia ter uma reação positiva do público, mas a galera curtiu e agradeceu por ter voltado ao rock. Daí pra frente foi mais alguns posts e duas bandas que rendeu muita visualização, mais muita mesmo foi da banda de hard rock, Elder King de São José do Rio Preto e do músico Daniel Syn de Barretos. A galera pirou nesses posts e eu divulgava e divulgava nos grupos de rock do Facebook. Daí dei um tempo, parei de postar. Fique desestimulada outra vez mas, daí mostrei o blog para um outro amigo e ele pirou, falou que eu deveria voltar e que não devia nunca ter largado. Pensei, é verdade, preciso voltar a escrever, eu gosto disso, de falar de música, e isso pode me tirar de casa, fazer coisas e enfrentar mais ainda as pessoas. Tenho uma certa fobia social quando se fala em estar entre pessoas, e encontrei no blog uma salvação para parar de ter medo e enfrentar as pessoas, e juntando com a fotografia que eu amo, eu voltei.

De todas as matérias musicais que tu já fez qual sua preferida, por quê? Qual foi a matéria que teve mais Feedback positivo dos leitores?

Bem,não sei se tem uma preferida, até porque se alguma das bandas que eu postei ou que fiz entrevista ler, vai falar que sou puxa saco de tal, para mim todas as bandas que entrei em contato, conversei foram legais, receptivas, umas mais outras menos, até aquelas que foram surpresas, que eu postei sobre e elas viram, ficaram super felizes. Adoro todas as matérias do meu blog, (Risos) e estou louca para fazer vídeos, só falta coragem. (Risos)

A que teve mais feedback positivo, muita galera curtindo e compartilhando foi a entrevista com o Daniel Syn. Nossa, fiquei super feliz com o tanto de visualizações que tive no blog. Espero ter mais dessas assim.

Falando em Rock quais suas bandas prediletas do cenário nacional e internacional?

Sou muito eclética nesse meio, ouço de tudo que seja bom. Tudo tem o seu momento, e eu estou num momento revolução, mas passo para o momento gótico, vou para o mais cult, tudo varia muito, ouço atualmente mais hardcore como Dead Fish, Garage Fuzz, Zander, Bullet Bane, gosto muito da banda MUTE de Rio Preto, fazem um puta som e que um dia ainda vou num show. Gosto de System Of A Down, Slipknot, Korn, Linkin Park, Alice Cooper, Black Sabbath, The Beatles, Rolling Stone, Nightwish, Cradle Of Filfh e várias outras por aí.

Alguns roqueiros mais críticos podem dizer que o Rock está defasado, que não surge mais grandes novidades e autorais no cenário musical do Rock In Roll, tu como jornalista e blogueira musical concorda com isto? Por quê?

O rock está pouco evidente hoje em dia, ainda mais com essa ascensão do funk, sertanejo universitário e pablos vitares, o rock deu uma decaída, mesmo que surgindo programas como Superstars, até que tem algumas bandas legais mas acho muito mainstream, muito comercial. Pra mim rock é fazer com sentimento, com amor, não pensando em fazer para vender. Há muitas bandas no cenário independente muito boas que fazem seu corre e não dependem da TV para se divulgar. Por isso, mesmo o rock estando pouco evidente ainda existem bandas e festivais que tem o verdadeiro rock n' roll.

O Rock se divide em várias vertentes, desde o sentimental do Pop Rock até o mais louco e cheio de atitude do Heavy Metal, qual sua vertente preferido? E você trabalha no blog com somente uma vertente ou com várias? Quais vertentes? E quais te dá mais visualização?

Sou super eclética, gosto de tudo, ouço de tudo.

Vou de Bon Jovi a Cradle Of Filfh. No blog, tento falar sobre todas as vertentes, mostrar bandas de diferentes vertentes, e acho que tem dado muito certo. A galera gosta de coisa boa, de conhecer bandas novas boas independente da vertente.

Você realizou já alguma entrevista com bandas roqueiras? Se sim, quais foram suas entrevistas preferidas? Se não, você pretende algum dia realizar entrevistas?

Já realizei entrevistas com o Daniel Syn - hard rock, com a Forte Norte - hardcore, com OUDN - metal e com a Devils Paradise - metal. Todas foram especiais para mim, gostei de ter entrevistado cada músico e conhecer um pouco da visão de cada um deles. A frustração foi quando mandei uma entrevista para uma banda sueca e eles não responderam, fiquei chateada, a banda era foda pra caramba, metal nórdico sabe, mas não responderam. Vida que segue. 

Pretendo fazer minhas entrevistas diferentes daqui pra frente, fazer em forma de vídeo, encarnar um personagem e coragem. (Risos)

Qual foi o evento mais incrível que você teve a oportunidade de cobrir? Por quê?

Ainda não cobri nenhum tipo de evento, fiz umas fotos para a Radiação X para comemorar os 10 anos de carreira. No dia da gravação do dvd deles, estava fotografando um casamento em Ribeirão Preto e não pude comparecer.

Além do rock, tu curte algum outro gênero musical? Quais?

Claaaaaro, que curto. Gosto muito de MPB, do sertanejo raiz sabe, tipo Chitãozinho e Xororó, (Risos) gosto da Sandy, acho ela uma musicista de primeira, gosto também do funk americano, blues, jazz, eletrônico estilo Daft Punk, manguebeat, rap, hip hop e samba.

Se pudesse cobrir e entrevistar qualquer evento/celebridade do rock, qual seria seu maior sonho? Por quê?

Desde pequena sempre gostei de música e estar entre os músicos me causa muita felicidade. Meu maior sonho se eu cobrisse um evento grande é tocar e cantar com algum ídolo, tipo Ozzy, Alice Cooper, Kiss, Slipknot, System Of A Down.

Você prefere mais Rock Nacional ou Internacional? Tu acha que ainda existe alguma diferença entre a qualidade do cenário do Rock estrangeiro para o cenário nacional? Por quê?

Gosto tanto do nacional quanto do internacional, vai depender do momento em que estou do dia. Em relação a diferença acho que ainda existe até porque os gringos investem mais na carreira do que os brasileiros. Eles podem, o governo contribui com eles e os festivais são sempre melhores. Só de assistir a um show do Pink Floyd e um show nacional, você vai notar a diferença de qualidade, tanto no som, como na iluminação, no cenário, no jeito que os músicos se portam no palco. Infelizmente nós não temos muita cultura para isso, muitos músicos bons daqui sofrem com as precariedades que os palcos oferecem, e não é culpa deles, pois eles fazem o que podem, e tocam aonde são chamados.