Só: A insanidade e a razão num malabarismo experimental sem fim.

Créditos: Youtube

Alexandre Estevanato, eis o nome do cara, marque bem o nome.

Um cara que vem conquistando meu espaço de fã a cada dia que se passa nessa mera vida.

Um cara filósofo mesmo não sendo professor de filosofia. Um grande produtor, roteirista e professor.

Depois de assistir o curta-metragem experimental (imagina se não fosse experimental) , sem sombra de duvida que vemos que ele é um artista perturbado, afinal os melhores são.

Eis Tarantino, Stanley Kubrick, Luis Bunuel entre tantos outros cineastas perturbadores, com seus filmes que nos deixam perturbados sem dó nem piedade.

O pior inimigo do homem, como já falado e discutido varias vezes em varias plataformas midiáticas, filmes, livros, e oralmente, é a solidão.

O curta de Estevanato não peca em nada quanto á roteiro, musica de fundo (Que serve para nos perturbar ainda mais) e muito menos em intenção e atuação.

Uma atuação mais humanitária e marcante de um homem que quer ouvir seus pensamentos tão calados por vozes nas ruas, sons de vários tipos, desde a filhinha brincando, quanto á esposa lavando a louça é impossível.

Uma marcante e perturbadora linha filosófica que é o existencialismo (que por sua vez é a ideia do homem confuso), em um curta já é um grande enredo.

Agora mesclar um brinquedo que para muitos é o próprio demônio em brinquedo (Cubo Mágico) e duas bolas de malabares que dizem que representam a razão e a emoção (e o malabares é a consciência de unir a emoção com a razão) com a linha filosófica utilizada pelos filósofos do século XIX e XX, já é uma jogada espetacularmente fabulosa.

Se estivéssemos em um campo de futebol poderia se dizer que Estevanato marcou um golaço.
Misturando realidade (entende-se por razão) e sonho/imaginação (que por sua vez representa a emoção), o filme experimental nos pega de surpresa entre o cômico e o trágico, e acaba de perturbar as nossas mentes inquietas.

E você consegue manejar as bolas da razão e da emoção num malabarismo sem fim?
                                                             Assista por sua conta e risco...
                                                                                "Só" ¹ ²
¹ Recomenda-se assistir acompanhado, ou melhor, dizendo... Recomenda-se não assistir, ou não?

² Agora estarei me ausentando por um bom tempo, em um hospício, quem sabe eu volte ao normal, ou não.