Deixa Eu fazer meu Lanchinho Legal Mãe!

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Victor Hugo Cavalcante: Primeiramente muito obrigado por nos conceder esta entrevista e gostaria de começar com a seguinte pergunta: Muitos pais e responsáveis tem a mania de escolher o que seus filhos devem comer, afinal há alguma dica universal para fazer seu escolher alimentos saudáveis ao invés de comer besteiras?
Mayra Abbondanza: O segredo está no equilíbrio, ou seja, não existem maus alimentos, e sim maus hábitos. Além disso é essencial envolver a criança no processo de decisão e debate, por exemplo, do cardápio semanal.

Victor Hugo Cavalcante: Com a volta às aulas retoma-se também a rotina: dos horários, das obrigações e da alimentação, e junto com ela a dúvida do que colocar na lancheira dos filhos. O App Lancinho Legal busca melhorar a qualidade do lanche das crianças, como ele realiza esta missão? E como as crianças participam da escolha do que comer?
O aplicativo é educativo, ensina de uma maneira divertida as crianças a terem equilíbrio nos lanchinhos da semana, já que ela fica verde, amarela ou vermelha, dependendo da combinação dos itens.

As crianças vão incluindo os lanches na lancheira de maneira bem intuitiva. O diferencial é que ele oferece um serviço, ao final envia o cardápio ilustrado (e saudável) para ser impresso pelos pais ou cuidadores, assim promove um momento de vínculo na hora de preparar o lanche, além de entregar para os pais a lista de compras, o que facilita a rotina da família.

Victor Hugo Cavalcante: Para complementar a experiência, você está lançando seu segundo livro DÊXA EUUU!!! que traz como ferramenta, dicas e métodos certeiros que vão tornar esse momento de dúvida em algo colaborativo e ainda mais prazeroso. Como surgiu a ideia de escrever este livro?
O livro é certeiro ao segmentar as crianças por fases e habilidades e propor aos pais e cuidadores COMO deve ser a interação dos pequenos, uma dúvida comum e limitante ao processo. A ideia surgiu do meu próprio laboratório que tenho em casa (Risos), e de observar as dificuldades das 500 famílias que já atendi.

Victor Hugo Cavalcante: Além do app Lancinho Legal você idealizou os jogos educativos Desafio do Prato e O que temos para hoje explique nos como funciona este jogo?
O Desafio do Prato funciona super bem durante a refeição. A criança vai ganhando cartas e sendo estimulada a ter bons hábitos para ganhar. É um sucesso! O que temos para hoje é um cardápio de ímãs interativo, que serve como ferramenta para as crianças se envolverem na escolha do cardápio semanal, além de se comprometerem com as decisões.

Victor Hugo Cavalcante: Anteriormente pedimos dicas de táticas que funcionem para os filhos comerem bem, mas e quais são as dicas do que não fazer quando seu filho prefere comer besteiras a comer comidas saudáveis?
Não proibir é uma boa dica. Seu filho pode comer o que ele quiser pontualmente depois de uma semana regrada e equilibrada.

Victor Hugo Cavalcante: Quais são os mitos mais comuns quando se trata alimentação infantil?
Um mito é que a criança se machuca na cozinha. A criança se machuca no parquinho, no banheiro, na escada. O que falta é analisar o custo/benefício dela se envolver com o preparo dos alimentos. Ninguém quer que um criança, ou mesmo um adulto, se queime numa panela de açúcar derretido, mas encostar o dedo no forno ao tirar uma assadeira é um machucado completamente aceitável diante da autonomia que gera.

Victor Hugo Cavalcante: Seu livro criou alguns personagens infantis, o quanto eles se parecem com você ou com seus filhos na hora de comer: Pedro (13), Julia (11), Francisco (7) e Felipe (5)?
Se parecem muito! Meus filhos dão bastante trabalho para comer, como toda criança. A única diferença é que eu não entro num embate direto com eles e capto e respeito um nível mais "sofisticado" de sinais.

Victor Hugo Cavalcante: Em um mundo cada vez mais tecnológico é comum recebermos muitas informações por minuto. Afinal, o que os pais podem fazer para não pirar na batatinha com tantas informações sobre a saúde alimentar de seus filhos?
Os pais precisam de ferramentas que coloquem em prática todas as informações existentes, já que elas por si só não geram mudança de hábitos.