Dark Asylum espalham o vírus incurável do Metal

Créditos: Divulgação

O Metal é um estilo musical diferente: ele se assemelha muito a uma doença que, de certa forma, "infecta" o ouvinte na primeira audição.

E uns dos culpados desta "doença infeciosa" sem cura é a banda Dark Asylum formada por Aparício "Dark" Neto (vocais), John "DoomSlayer" Xavier (baixo), Ângelo "Angel of Death" Gobbi e William "The Axe Murderer" Leite (guitarras) que também tem um tratamento que se mostra cada vez mais eficaz para os amantes do Heavy/Thrash Metal nacional.

Victor Hugo Cavalcante: Primeiro é um prazer poder recebê-los em nosso site, e gostaria de começar perguntando: Como surgiu a relação dos integrantes da banda com a música e com o Metal?

Dark Asylum (Ângelo "Angel of Death" Gobbi): Obrigado pelo espaço, Victor, sou Ângelo "Angel of Death" Gobbi, guitarrista da Dark Asylum, é um prazer estar aqui também!

Costumamos dizer na Dark Asylum que o metal é um estilo musical diferente, semelhante a uma doença que "infecta" o ouvinte na primeira audição.

Como qualquer doença, possui diversos sintomas, como: só querer ouvir Metal, só pensar em vestir preto, uma vontade incontrolável de fazer "chifrinhos" com a mão, como se ele tivesse ficado maluco. (Risos)

Com os membros da Dark Asylum não foi diferente, e por isso, foi criado um hospício para abrigar esses doentes pelo metal e espalhar este vírus para que mais pessoas, por vontade própria, se internem neste hospício e encontrem pessoas que compartilhem dessa paixão pelo metal.

Victor Hugo Cavalcante: Recentemente vocês reabriram o hospício e lançaram o tão sonhado EP, como está sendo o feedback dos fãs e o que quem ainda não ouviu pode esperar do EP?

O EP Deep in the Madness teve uma ótima recepção nas plataformas digitais, e com certeza foi uma porta de entrada para muitos novos fãs conhecerem nosso trabalho.

Quem ainda não teve a oportunidade de ouvi-lo, pode esperar uma experiência singular, além dos riffs marcantes que como guitarrista sou suspeito em mencionar, as letras provocarão muitas reflexões sobre o ser humano e sua relação com a realidade que o cerca, entre outros aspectos, uma verdadeira viagem.

Victor Hugo Cavalcante: O que nunca pode faltar nos shows e nas letras da banda?

Os shows da Dark Asylum sempre foram marcados por serem furiosos, devastadores e empolgantes, e principalmente por nunca deixar de trazer alguma novidade, de poesia à ETs, de Papai Noel Headbanger à camisa de força.

Tudo acontecia quando o grupo subia no palco, transformando cada apresentação em um espetáculo e evento único.

Os temas das letras, embora bastante diversos sempre remetem aos conceitos da banda, variando desde temas mais filosóficos como no Deep in the Madness até letras mais voltadas a própria mitologia do hospício, como no Underground Warriors que será lançado no ano de 2022.

Victor Hugo Cavalcante: Como vocês conseguem driblar a ansiedade antes de entrar nos palcos?

Infelizmente ainda não tive a oportunidade de fazer shows com a Dark Asylum, mas posso dizer que a principal preocupação da banda é divertir o público em todos os seus shows.

Sendo assim, a conexão que a banda conseguia ter com o público e a vontade de trazer uma experiência única a quem assistia, superava qualquer nervosismo que os membros poderiam vir a ter.

Victor Hugo Cavalcante: Quantas músicas autorais e trabalhos audiovisuais a banda já possui e quem produziu os clipes?

Até o momento temos o EP Deep in the Madness lançado e disponível em todas as plataformas digitais.

Para 2022 aguardem o EP Underground Warriors que vem para agitar ainda mais a cena.

E em 2023, será lançado o EP The Dark Asylum quando vamos destruir tudo, já com a nova formação da banda.

Todos contêm somente músicas autorais.

Temos também um Lyric vídeo lançado para a música Final Link, produzido pelo designer Wanderley Perna com as artes incríveis de Günter Natush.

Victor Hugo Cavalcante: Quais músicos e bandas que vocês mais se influenciam e admiram e no que eles os influenciam?

Podemos citar como principais influências as bandas Slayer, Judas Priest, Testament, Iron Maiden, Death, entre outras.

Acreditamos que eles representam o verdadeiro Metal logo, tiveram alto poder de infecção e inspiraram as nossas trajetórias.

Victor Hugo Cavalcante: Dentro do cenário brasileiro no Metal, vocês costumam acompanhar bandas com trabalho autoral?

A Dark Asylum tem como missão o apoio mútuo entre os músicos autorais do underground brasileiro, acreditamos que esta é a única maneira de fortalecer a cena como um todo.

Podemos citar como exemplos de bandas que além de acompanharmos, as temos como parceiras: Epitaph, Leviaethan, Losna, Mistreated, entre dezenas de outras.

Victor Hugo Cavalcante: Quais as principais dicas que vocês dão para quem deseja algum dia formar uma banda com o mesmo gênero musical de vocês?

Os membros da banda devem, na medida do possível, levar o projeto de forma séria e profissional, sempre tendo objetivos para realizar.

Esse profissionalismo é que diferencia bandas que alcançam suas metas das famosas "bandas de garagem", que infelizmente ficam apenas na vontade de realizar algo concreto.

É muito importante, acima de tudo que durante o processo, os membros se divirtam e que o clima seja agradável, afinal, a música é uma arte e uma forma de entretenimento, mas deve ser feita com seriedade e muita dedicação.

Victor Hugo Cavalcante: Nascida em 2003 das ideias e concepções do seu fundador, Aparício "Dark" Neto (vocal), a Dark Asylum se completou com Leonardo "Babyface", Vilmar "The Teacher" Gusbeti (guitarras) e Jonas "Devil Son" Torres (baixo), hoje, além de Aparício, a banda retorna com William "The Axe Murderer" Leite, Ângelo "Angel of Death" Gobbi (guitarras), e John "Doomslayer" Xavier (baixo), como os novos integrantes surgiram?

O guitarrista William "The Axe Murderer" Leite e eu fomos alunos do ex-guitarrista da banda Daniel Hasten durante a graduação.

Como o "Engenheiro do Metal" não pôde retornar ao hospício nesta nova fase recomendou seus alunos mais perturbados para se juntar ao manicômio.

O insano baixista John "DoomSlayer" Xavier fez parte de uma banda com William durante a adolescência, pelo fato de ambos serem amigos de longa data e de John ter aperfeiçoado sua técnica no baixo desde então, foi uma ótima aquisição ao time.

E com isso o vocalista Aparício "Dark" Neto se renova com esse "sangue novo" e está pronto para encarar mais um capítulo com a Dark Asylum.

Victor Hugo Cavalcante: Existe alguma diferença entre a Dark Asylum das épocas distintas (2003 - 2008 e 2021)?

A principal diferença da banda nestes dois períodos, além dos novos membros, é que o foco desta nova fase é construir um legado com nossos futuros trabalhos.

O ritmo da banda na primeira fase, de acordo com o criador Aparício "Dark" Neto, era alucinante e muito desgastante, e como ele já não tem a mesma idade e saúde daquela época, estamos mais concentrados em fazer bons trabalhos e abrigar o máximo de pessoas que pudermos em nosso hospício.

Victor Hugo Cavalcante: Conte-nos um pouco sobre como é a representatividade do Metal na região onde moram?

Pode-se dizer que o Metal aqui na região Sul possui um público enorme, basta lembrarmo-nos de shows como Iron Maiden, Black Sabbath, entre outros que nos últimos anos lotaram os estabelecimentos, além disso, existem muitas bandas autorais oferecendo um som de excelente qualidade.

No entanto com o passar dos anos, conforme o avanço tecnológico, entre outros fatores, a atenção da geração atual tem se tornado cada vez mais dispersa, aumentando a cultura do "headbanger de quarto", sendo assim, nosso principal desafio é levar o metal a essas pessoas, e para isso, precisamos ter diferenciais cada vez mais fortes.

Victor Hugo Cavalcante: Quais são as maiores inspirações do compositor da banda para escrever uma letra e sobre que tipos de assuntos são mais tratados nas letras das músicas de vocês?

As letras possuem temas bastante diversos, mas todas são provenientes dos conceitos do fundador Aparício "Dark" Neto.

No Deep in the Madness foram explorados temas como a relação do ser humano com a religião, distúrbios mentais, entre outros.

No Underground Warriors o conceito do "Hospício Sombrio" é mais explorado, as letras trazem a concepção de Metal como um vírus contagioso e exploram esse sentimento de união entre os seus internados e sua luta constante para tornar o Metal mais forte.

Victor Hugo Cavalcante: Quais foram os shows mais memoráveis que a banda já apresentou?

Em sua primeira fase, as apresentações mais marcantes da banda foram nos festivais Zeppelin in Concert (VI e X), IV Thrash Attack Festival, Storm Festival (II e Gates of), IV Live Jam, II Great Steel Festival, e dezenas de outros.

Uma época lembrada com muito carinho por todos os membros antigos e quem teve a oportunidade de ver a banda ao vivo, empolgante e devastador.

Victor Hugo Cavalcante: Conte-nos o que podemos esperar para os próximos trabalhos além do que já foi comentado nas perguntas acima.

Para os próximos trabalhos podem esperar um digno prosseguimento do legado que a banda construiu no passado.

Buscaremos, acima de tudo, divertir nosso público, espalhar o vírus do Metal para atrair mais loucos para nosso hospício e sempre fazer o máximo possível para fortalecer a cena do underground.

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