No One Spoke lança debut e recebe ótimos reviews da imprensa

Créditos: Divulgação

A banda catarinense No One Spoke acaba de lançar seu primeiro álbum, o aguardado Nine Mirrors, lançado de forma independente e com o apoio de cerca de 100 fãs, através de uma ação realizada via financiamento coletivo.

Carla Domingues (vocal), Iva Giracca (violino), André Medeiros (guitarra), Thiago Gonçalves (teclados), Artur Cipriani (baixo) e Gabriel Porto (bateria) trabalharam com afinco na produção do álbum no último ano, mesmo com a pandemia da Covid-19 em curso.

Foram meses de apreensão e ao mesmo tempo carregando a sensação de dever cumprido, como explicou Carla Domingues:

"Quando demos início a todo o processo de organização para o projeto de crowdfunding, não imaginávamos o que vinha pela frente. A pandemia atrasou todo o processo, pois tivemos que nos adaptar inclusive aos protocolos de distanciamento, mas no final das contas tudo deu super certo e o resultado final ficou além das nossas expectativas.".

O cover de Rainbow in the Dark, que contou com a participação do baixista Rudy Sarzo, ex-DIO, também tem sido um dos destaques do álbum, ao lado da musicalidade refinada de seus integrantes e de suas músicas marcantes e bem elaboradas.

Alessandro Bonassoli, colaborador da Roadie Crew, fez uma resenha completa sobre o CD, onde destaca:

"O metal sinfônico do sexteto vai cair imediatamente nas graças de fãs de Epica, Nightwish e Within Temptation, mas tem amplo potencial para agradar outros públicos. Mesmo que você não tenha afinidades com essa vertente metálica, acredite, Nine Mirrors é daquelas obras que envolvem pela qualidade musical, acima dos rígidos limites estipulados pelo ainda radical público metálico...".

Maykon Kjellin, do site O Subsolo, ao relembrar de uma apresentação da banda em 2019, não poupa elogios:

"Naquela apresentação eu senti, essa banda vai estourar e fazer coisas fantásticas, fico feliz de não estar errado e quase dois anos após, estou aqui para falar do trabalho deles. Mas não é qualquer trabalho, é a estreia de um vulcão prestes a entrar em erupção. O profissionalismo depositado em cada composição, é impecável. Desde os detalhes da capa, como a execução das músicas beira o inimaginável e encantadoramente vai passando música após música e para quem não gosta de ouvir trabalhos longos, dessa vez achei nove faixas tão pouco, queria ouvir mais e mais, por isso o repeat quase pegou fogo.".

A mesma sensação de que o álbum é curto e viciante é relatada em resenha de Marco Paim, publicada no site Heavy 'n' Roll:

"A única ressalva para Nine Mirrors é o fato de ser um álbum curto. Apesar das nove faixas, possui apenas 47 minutos de duração e deixa uma sensação de 'quero mais', em contrapartida, tive vontade de apertar no 'repeat', e isso é ótimo! Quando você escuta um álbum como esse e sente vontade de ouvi-lo novamente logo em seguida, quer dizer que a banda fez um excelente trabalho.".

Por fim, Leandro Mello, do site Playfonic, descreve muito bem a pegada do disco:

"Me permitindo chamar de um pouco progressivo, o instrumental brinca muito com a experimentação, tendo sons de violinos e guitarras de forma criativa durante as músicas. Eles não se prenderam a estrutura padrão da música de verso, refrão, verso, experimentando novas possibilidades ao som. Nine Mirrors reflete toda a criatividade, potência e talento artístico dos músicos como banda. Estreando em alto nível de produção e carisma, a banda tem um futuro brilhante pela frente.".