Deu Ruim: Um blog que não tem como dar ruim

Créditos:

Victor Hugo Cavalcante: Primeiramente muito obrigado por nos conceder esta entrevista e já gostaria de fazer A pergunta: Recentemente devido a uma crônica de um dos parceiros do DRuma certa marca (Que não deve ser nomeada) respondeu de uma forma digamos extravagante e radical em seu e-mail, a postagem que você fez em seu perfil social falando sobre o fato repercutiu de uma forma tão gigantesca que saiu em muitas mídias, você enquanto dona do blog esperava por essa repercussão? Em relação ao site , você acredita que a repercussão do caso, ao contrário para a tal marca que "Deu Ruim", foi positiva para o blog em relação a visualizações e curtidas, pode ter atrapalhado em algo ou não chegou a mudar?

Deu Ruim: Não esperava essa repercussão toda. O que percebi é que as pessoas compartilharam e comentaram tanto pois como eu, também se viram na posição de consumidoras ofendidas. É inadmissível que uma marca se ache no direito de ditar se o consumidor pode ou não mencionar o nome de sua marca. A lei é bem clara quanto a isso: se não ofendeu a marca e se não é para fins comerciais, então o consumidor pode mencionar o quanto quiser a marca. E não há nada que eles possam fazer contra isso.
Se quiserem ser esquecidos, é simples: tirem os produtos do mercado que em pouco tempo ninguém mais lembrará deles.

O caso foi bom para o blog. Algumas pessoas que não o conheciam, passaram a conhecer e aumentou o número de views e curtidas na página.

Quanto ao site, porque ele tem este nome? Como e onde surgiu esta ideia?
Deu Ruim é de DR. O assunto foco do site é relacionamentos.

Como é feita a seletiva de parcerias entre seu site e outras cibermídias interessadas em apoio e parcerias?
Analisamos cuidadosamente as propostas e o que elas nos oferecem para saber se vale a pena para ambos os lados. Não fazemos parceria apenas por fazer. Tem que ser um casamento perfeito. Recentemente recusamos parceria com 3 sites diferentes por acreditarmos que eles não combinavam com a proposta do Deu Ruim. Se não encaixar perfeitamente, preferimos não.

Além do site você tem uma página social onde divulga como escritora seus trabalhos literários, há alguma mistura entre os dois trabalhos ou eles são homogêneos? Por quê?
Eu tenho a minha página e meu Instagram pessoal. Costumo postar mais trechos e poesias por lá e textos maiores no blog mesmo. Tudo é a mídia ideal para o tipo de trabalho escolhido, né? 

Como começou a relação Deu Ruim e Marina Barbieri? Hoje o quanto se mistura estas duas vidas?
Deu Ruim é apenas meu blog com meus amigos. Gostamos muito de escrever juntos e está funcionando bem nesses últimos anos.

O Deu Ruim não tem uma identidade própria. Ele é a plataforma desses três artistas se mostrarem. Apenas. Ele é neutro. Já a Marina não. A Marina se posiciona, mostra o que pensa e suas opiniões. Isso é bem separado.

Quais os principais blogs/sites e assuntos que você acompanha e se influencia para compor os temas do blog? E quais os principais assuntos que cada membro do blog gosta e costuma postar?
Eu me inspiro em autores e/ou blogueiros que admiro. Como Caio Fernando Abreu, Fernanda Young, Claudia Tajes, Bruno Fontes, Gabito Nunes, Rupi Kaur, etc.

Todos nós somos livres para escrevermos sobre o que quisermos. Desde que criei o blog, deixei isso bem livre para todos que escreverem atualmente ou já escreveram comigo. Sou rígida quanto a qualidade dos textos, mas em relação aos temas, acho que tem que vir de dentro de cada autor. Para um texto ser bom, ele não pode ser forçado. Tem que sair naturalmente. Então é isso o que mais prezo. 

Cada um posta uma vez por semana. Mas se não quiser, se não puder, se não estiver inspirado, tudo bem também. Como disse, o importante é escrever um bom texto. Se for para escrever um texto ruim, eu prefiro que não escreva.

Além do site você têm um Canal, para você enquanto Digital Influencer qual a importância de se ter mais de uma forma de rede social para os fãs seguirem? Como você costuma alternar o tempo para poder divulgar e postar novas matérias? E qual a principal diferença entre eles além de suas plataformas?
Esse canal está parado há bastante tempo. Perdi o tesão em fazer vídeo, entende? O meu lance é com a escrita mesmo. Não tem jeito. Eu amo escrever e atualmente estou focando todas as minhas energias apenas nisso.

Um dos tópicos do site é o Divã DR, onde vocês recebem e-mails de seus seguidores para os mesmos poderem desabafar e para que você possa responder tais desabafos, afinal, para você qual a importância de posts como estes? E como surgiu a ideia? Qual foi o assunto mais triste que você já leu?
Eu amo o Divã DR. Sempre escuto dos leitores que eu os ajudo, mas mal sabem eles que na verdade são eles que me ajudam com o Divã DR.

A melhor coisa em poder escrever não só livros, como também em blog, é que você, autor, tem acesso irrestrito ao seu público. Você conversa com ele, você sabem quem ele é, você conhece ele intimamente e ele a você. Gosto de manter meu público o mais perto de mim possível. Tanto que diversas pessoas que começaram como leitores, passaram depois para a categoria de amigos. 

A ideia surgiu dos e-mails que eu recebia sempre com casos, histórias em que as pessoas pediam a minha opinião sobre o que deviam fazer ou pensar. 

E eu fui vendo que as histórias se repetiam. O que acontecia com uma hoje, acontecia também com dezenas de outras. Então resolvi fazer os posts, pois a ajuda a uma pessoa, também cabia a muitas outras.

O assunto mais triste foi de um rapaz homossexual que não era aceito nem pela família dele e nem pela família do namorado. Ele estava morando na casa de amigos, pois a família o havia expulsado de casa. Cada linha que lia do relato dele, me partia mais e mais o coração. A minha vontade era a de colocar ele no colo e dizer que tudo ia ficar bem.

Teve também uma moça que sofreu anos de agressões físicas do marido violento. Sempre tentando ir embora, mas o maldito conseguia a trazer de volta todas as vezes. E no momento em que ela teve força suficiente para dizer chega e ir embora para sempre, descobriu que estava grávida do traste. Para fechar a história, o último contato dela com ele, havia sido quando ela contou da gravidez e ele... bem, ele a agrediu fisicamente novamente.

De partir o coração, não? Pois é...

Sobre o tópico comentado anteriormente o que vocês respondem vem de dentro de vocês, seus sentimentos e agonias, ou pesquisam sobre tal comportamento antes? Há alguma crítica dos leitores quando a esta categoria de tópico? Se sim, quais e porque?
Só eu respondo o Divã DR. Foi um projeto desenvolvido apenas por mim. Os leitores gostam muito do Divã. Deixo sempre claro que a minha resposta não é como profissional e nem nada assim, mas apenas como uma amiga que os quer bem. Eles sentem uma ligação, sentem uma liberdade que às vezes não tem com seus próprios amigos ou familiares. Porque as pessoas julgam muito, né? Então eu tento sempre não julga-los, mas sim ouvir e aconselhar da melhor forma que eu conseguir. 

Se eu acho que não consigo responder um Divã, que não sou capacitada, que posso piorar ao invés de ajudar, sou bem sincera com a pessoa e a aconselho a procurar ajuda profissional.

Porque o blog não tem uma separação de tópicos de postagem padronizadas?
Pois não há necessidade.

Quem construiu o designer do site e como surgiu a ideia e oportunidade de fazer o site com este desenvolvedor?
O layout foi criado pelo Osmar Mesquita e programado pelo Rhuan Carlos.

Eu já havia contratado o Rhuan para layout de um blog antigo, e ele me recomendou o Osmar. Gostei tanto do trabalho dos dois, que espero contrata-los novamente para muitos outros projetos pela frente. Em especial o Rhuan, que é quase como um braço direito em tudo de programação do blog.