Afrolaje e Memória Ancestral celebram cultura afro-brasileira

Créditos: Divulgação

Salve o Jongo! Salve a cultura popular preta! Salve as mais velhas! Salve os mais velhos!

É assim que o Grupo Afrolaje apresenta a sua roda virtual de Jongo, dança afro-brasileira criada por africanos na diáspora, e o projeto Memória Ancestral, com participação do Mestre griô Sana Cissokho, de Senegal.

No dia 31 de janeiro, às 18h30, o evento traz muita música, dança, percussão e troca, tudo numa roda ao vivo, pelo Facebook do grupo.

Este trabalho contribui para a valorização da autoestima das crianças, jovens e adultos, desmistificando a visão sobre o corpo afro-negro e das culturas de matriz africana, afirma a coreógrafa e atriz Flavia Souza que, junto com o professor Ivan Karu, coordena o Grupo Afrolaje.

Com o auxílio de pesquisas de campo, encontros e debate com mestres das culturas populares de matriz afro, o grupo desenvolve o movimento, a sororidade e traz ferramentas históricas para seus integrantes e consequentemente para a sociedade.

Aberto a todos os públicos, o objetivo do projeto é resgatar, preservar e difundir a diversidade através da dança, música, percussão, apresentações e divulgação junto às escolas e espaços públicos e privados.

E em 2020, com a pandemia, o Grupo Afrolaje se adaptou e segue realizando, em suas redes sociais, rodas virtuais e conversas sobre o contexto histórico afro-brasileiro, fomentando a luta antirracista para uma sociedade mais equânime.

"A música percussiva e as danças de matriz africana são um dos principais símbolos culturais do país. Temos uma história rica, mas pouca difundida" analisa Flavia.

Sobre a Associação Cultural Grupo Afrolaje

A Associação Cultural Grupo Afrolaje, dança música, percussão e pesquisa, foi fundada, em 2012, no Engenho de Dentro, região do Grande Méier, no Rio de Janeiro, pela coreógrafa, atriz e professora Flavia Souza, ativista cultural e pesquisadora, e pelo professor de capoeira Ivan Jr (Karu).

O projeto surgiu na laje da casa de Flavia, como uma releitura da ressignificação da laje das casas de comunidades carentes do Rio de Janeiro, lugar reconhecido como um espaço de encontro de guetos e foco de resistência cultural.

Através do Jongo, capoeira angola e outras manifestações de patrimônio imaterial do Brasil, o Afrolaje reúne apresentações pelo Theatro Municipal do Rio, Teatro Carlos Gomes, Circo Voador, Engenhão, Festival Madalenas em Berlim, turnê pela Itália, cerimônia no consulado da Angola, participação nas Olimpíadas 2016 e diversos shows, oficinas e cerimoniais pelo Brasil e exterior.

Também recebeu variados prêmios como o Fazedores do Bem, em 2017, pelo recorde de inserções em mais de 300 escolas e Menção Honrosa Ubuntu, no Teatro Carlos Gomes, em 2020.

Sobre o projeto Memória Ancestral

Criado pelo Grupo Afrolaje em maio de 2020, o projeto tem como objetivo dar visibilidade e voz aos Mestres e Mestras do Jongo e demais manifestações populares afro-culturais, que tanto se dedicaram a manter a cultura popular de matriz afro viva, não só na sua comunidade, mas em todos os espaços possíveis.

Através das redes sociais do Afrolaje foi possível dar continuidade ao conhecimento e proporcionar diálogos culturais à distância.