A fúria Heavy Metal do Dragão Branco

Créditos: Divulgação

Formada em 2010 por Leo Rodrigues (Vocal), Jhony Mariano (Baixo), Alex César e Ramon Rocha (Guitarras), Rafael Fernandes (Teclado) e Alisson (Bateria) a banda White Dragon Project recentemente fechou uma parceria com o selo Nomade Records, que lançaram o debut da banda intitulado Prepare for the changes, quer conhecer um pouco mais da banda? 

Então confira abaixo a entrevista que fizemos com o vocalista Leo Rodrigues sobre a banda para conhecer sua história, influências e muito mais.

Victor Hugo Cavalcante: Primeiro é um prazer poder recebê-los em nosso site, e gostaria de começar perguntando: Como surgiu a relação dos integrantes da White Dragon Project com a música e com o gênero proposto pela banda?

White Dragon Project/Leo Rodrigues: O prazer é todo nosso pela oportunidade, então como o projeto iniciou apenas comigo, depois que finalizei o CD e comecei a divulga-lo, a resposta foi muito positiva, onde ficava claro que eu teria que chamar uma galera pra fazer esse som ao vivo, onde entrei em contato com alguns colegas, como todos já haviam acompanhado pelas redes sociais, não foi difícil essa junção, pois todos já conheciam o som e curtiam fazer esse tipo de som, onde as coisas se encaixaram mais facilmente.

Victor Hugo Cavalcante: Como surgiu o nome da banda?

Há várias explicações para o nome, é uma junção de vários elementos para a formação dessa ideia, uma delas é que curto muito artes marciais e Dragão Branco para quem curtiu os filmes da década de 90 sabe do que estou falando, a segunda é que curto muito e cultura oriental, onde o dragão tem um simbolismo muito forte e diante desse simbolismo é que se fundamenta a escolha, e a terceira é sobre algo um pouco fora da realidade para alguns, pois White Dragon está relacionado a algo sobre teoria da conspiração, onde quem procurar sobre vai achar o significado.

Victor Hugo Cavalcante: Após divulgar que está trabalhando em seu segundo álbum, agora você anunciaram uma nova parceria com o selo Nomade Records, que já havia lançado o debut Prepare for the Changes. Conte-nos um pouco desta novidade e como surgiu a oportunidade de fechar esta nova parceria?

Então, o Rodrigo responsável pela Nomade Records é um cara que atua nesse tipo de mercado há muito tempo, e quando eu estava finalizando as gravações, tive a oportunidade de mostrar as músicas a ele, onde acredito que ele tenha gostado do trabalho e me convidou para fazer o lançamento pelo selo.

Foi muito bom o resultado, pois acho que ambas as partes ganharam com isso, ele tem uma visão muito boa do mercado.

Com o segundo álbum marcamos uma reunião onde passei as ideias e ele topou na hora para o segundo sair também pelo selo.

Victor Hugo Cavalcante: Falando sobre o segundo álbum o que podemos esperar dele em comparação com o debut Prepare for the Changes?

Como agora a White é uma banda e não um trabalho solo como no primeiro, esse segundo álbum será um novo marcador, pois apenas o Rafael (teclado) estava comigo nas gravações do primeiro, onde as ideias agora serão direcionadas para um som mais pesado e mais profissional em relação aos profissionais que farão a capa, mixagem e masterização.

E será um trabalho conceitual, onde iremos tratar de um tema central, quem nos acompanha nas redes sociais já tem ideia do que deve ser. (Risos)

Victor Hugo Cavalcante: Como surgiu a oportunidade da entrada do guitarrista Ramon Rocha em agosto?

Ele é um colega nosso, e já sabíamos do que ele poderia agregar a banda pelas suas qualidades como músico, fizemos um convite a ele há uns meses antes dele aceitar, mas demorou um pouco, pois ele estava com outro projeto em mente, porém depois acabou aceitando e hoje é uma cara importante na banda, foi um movimento certo por parte da banda em convida-lo e estamos muito felizes por isso.

Victor Hugo Cavalcante: O Ramon é bastante envolvido na cena de Rock de Leopoldina e Cataguases, tanto em participação em bandas como produzindo eventos. Para a banda o que significou este acréscimo do Ramon aos trabalhos da banda?

Como estamos em um período delicado, estamos apenas com os trabalhos em estúdio, onde ele já está nos ajudando na criação das guitarras, mas é um cara extremamente dedicado e perfeccionista, e isso é muito importante para uma banda, acredito que quando terminarmos as gravações ele mostrará o que pode fazer ao vivo.

Será muito legal dividir o palco com ele pela primeira vez.

Victor Hugo Cavalcante: O que nunca pode faltar nos shows e nas letras da White Dragon Project?

Nos shows tentamos oferecer a melhor experiência possível a quem assiste nossos shows, pois acredito que é para isso que as pessoas pagam, temos que ir sempre a frente, seja na qualidade de som ou no visual.

Victor Hugo Cavalcante: Como vocês conseguem driblar a ansiedade antes de entrar nos palcos?

Particularmente cobro muito a continuidade de ensaios, e acho que isso é o ponto central para entrarmos em um show sem nenhum problema.

Victor Hugo Cavalcante: Quantos trabalhos audiovisuais a banda já possui e quem produziu os clipes?

Como o primeiro CD foi uma experiência totalmente nova, e eu que arquei com todos os gastos de gravação e impressão de CD físico, foi um pouco difícil realizar os clipes, mas fizemos por conta própria alguns trabalhos audiovisuais, porém nada tão expressivo.

Victor Hugo Cavalcante: Quais músicos e bandas que vocês mais se influenciam e admiram e no que eles os influenciam?

Iron Maiden, Helloween , Angra, Shaman, Hibria entre outras mais.

Cada um integrante traz um pouco dessas influências onde tudo que será produzido carrega uma pitada de cada influência dessas bandas.

Victor Hugo Cavalcante: Dentro do cenário brasileiro com o gênero musical da banda, vocês costumam acompanhar bandas com trabalho autoral? E sobre as estrangeiras, alguma atual que tenham lhes chamado a atenção?

Sim, como estamos nesse fluxo de bandas existem várias bandas que estão nesse mesmo processo, onde graças às redes sociais acompanhamos o som de muitas bandas, quanto às bandas estrangeiras, apesar de curtir muitas, a última banda que conheci, porém já faz um tempo foi a banda Myrath.

Victor Hugo Cavalcante: Quais as principais dicas que vocês dão para quem deseja algum dia formar uma banda com o mesmo gênero musical de vocês?

Acredito que além dos estudos no campo musical, a força de vontade e muito importante e fazer a parada buscando bem estar e se divertir, e não com foco em grana, acho que isso já ajuda bastante para um começo.

Victor Hugo Cavalcante: Conte-nos um pouco sobre como é a representatividade do gênero musical tocado por vocês na região onde moram?

Somos a única banda de Heavy Metal da cidade, e como nosso trabalho está indo cada vez mais longe, percebemos que temos um compromisso em manter esse cenário vivo em nossa região, pois não podemos deixar que esse tipo de som deixe de existir aqui no interior.

Victor Hugo Cavalcante: Quais são as maiores inspirações do compositor da banda para escrever uma letra e sobre que tipos de assuntos são mais tratados nas letras das músicas de vocês?

O primeiro disco foi todo escrito por mim, já para o segundo álbum escrevi oitenta por cento das letras, e nesses dois trabalhos a inspiração parte das questões espirituais e para o segundo além dessas questões espirituais traz também uma temática ufológica e a alguns temas ligados aos Anunnakis e teoria da conspiração.

Victor Hugo Cavalcante: Qual foi o show mais fantástico de todos que vocês já apresentaram?

Foi um show que fizemos em nossa Cidade (Cataguases) tocando as músicas do CD, deu tudo certo, som perfeito, iluminação, a execução das músicas, performance, será um dia para ser lembrado para sempre.

Victor Hugo Cavalcante: Conte-nos o que podemos esperar para os próximos trabalhos além do que já foi comentado nas perguntas acima.

Acredito que o diferencial agora acontecerá em cima dos palcos, e como iremos voltar de uma pandemia, queremos passar essa nova energia pra galera, acreditamos que será em nossos shows que iremos fazer a diferença.

Grande abraço a todos! Obrigado a todos do Folk pela oportunidade, e parabéns por ajudarem a manter a cena viva.