Treze Black: Sobre Homicídio Solar e outras coisas

Créditos: Divulgação

Com influências que vão desde o Metal Clássico até o Metalcore, a banda gaúcha Treze Black, radicada em Caçapava do Sul, divulgou o lançamento de seu mais recente single, intitulado Homicídio Solar, disponibilizado no Youtube no dia 15 de abril.

A música antecipa o lançamento do próximo EP do grupo, Quimera, que deverá ser lançado nos próximos meses.

As gravações e produção do single foram realizadas no estúdio Caverão Labs, homestudio do próprio guitarrista Gabriel Leão, enquanto o vídeo ficou à cargo do videomaker Guilherme Wolff.

Porém, para chegar até este single, o Treze Black tem trabalhado arduamente desde 2018, estabilizando sua formação com o seguinte line-up: Diandro Soares (vocal) Gabriel Leão (guitarra) Rodrigo Fursten (baixo) e Felipe Krauser (bateria).

E nós conversamos com a banda sobre seu surgimento, influências, trabalhos e muito mais, confira.

Victor Hugo Cavalcante: Primeiro é um prazer poder recebê-los em nosso site, e gostaria de começar perguntando: Como surgiu a relação dos integrantes da Treze Black com a música e com o gênero proposto pela banda e porque ela tem este nome?

Treze Black (Diandro Soares): Para começar gostaríamos de agradecer o convite do Jornal Folkcomunicação para a entrevista e podermos divulgar nosso trabalho.

A relação com a música, todos nós começamos em bandas na escola influenciados pelos rocks clássicos. Leão e Krauser começaram a ter interesses por instrumentos jogando Guitar Hero, já o Rodrigo e eu fomos influenciados por os amigos que tinham bandas na época.

Leão, Krauser e eu tivemos uma banda lá por meados de 2009 que acabou em 2013, chamada Blair.

Com o fim da Blair, eu fiquei cinco anos afastado da música, até que em 2018, por influência da minha namorada Alice, resolvi fazer uma nova banda que eu pudesse colocar todas as minhas influências, eu agradeço a ela por ter reativado sonho em mim que tinha de fazer uma banda.

Então eu convidei o Krauser para montar uma banda nova, passamos por diversas formações até encontrar o Rodrigo que tocava na banda Caverão junto com o Gabriel Leão.

Um ano depois que a banda já estava em atividade Gabriel entrou na banda já que ele sempre estava presente desde antes da formação da Treze Black.

O nome Treze Black, foi inspirado na saga de livros A torre Negra, do autor e mestre do terror moderno Stephen King.

Victor Hugo Cavalcante: Com influências que vão desde o Metal Clássico até o Metalcore, vocês lançaram o mais recente single, intitulado Homicídio Solar, disponibilizado no Youtube no dia 15 de abril. Como surgiu a letra deste single?

A letra de Homicídio Solar foi baseada em duas coisas:

Na polarização de julgamentos sociais onde algumas pessoas não sabem nem o que estão julgando estão apenas copiando julgamentos da massa sem informação suficiente.

E sobre os haters, que acabam destruindo as cenas julgando trabalhos sem nem conhecer.

Victor Hugo Cavalcante: O single Homicídio Solar antecipa o lançamento do próximo EP do grupo, Quimera, que deverá ser lançado nos próximos meses. O que podemos esperar deste trabalho?

Quimera virá com uma pegada mais crua, foi gravado todo analógico, as composições vão ter bem mais influências diversificadas que o nunca esqueça, cada faixa vai ter uma atmosfera diferente.

Victor Hugo Cavalcante: O que nunca pode faltar nos shows e nas letras da Treze Black?

nos shows tentamos passar o máximo de energia possível, fazer barulho e as pessoas interagirem com o show, tentamos manter um show sempre crescente, dia do início ao fim vá cada vez mais criando energia.

Nas letras sempre são abordados temas psicológicos, tanto na visão narrativa como a visão de quem está sentindo vídeo de uma forma subjetiva que mistura elementos sobre algum outro assunto.

Victor Hugo Cavalcante: Como vocês conseguem driblar a ansiedade antes de entrar nos palcos?

Normalmente ficamos reunidos antes de subir no palco observando como está a situação qual o melhor jeito de começar e organizando tudo o que vamos fazer, mas às vezes também estamos tão ansiosos que acabamos indo para cada lado e se perdendo no meio da galera.

Tentamos fazer com que saia natural a performance mas que também seja o mais profissional possível.

Victor Hugo Cavalcante: Quais músicos e bandas que vocês mais se influenciam e admiram e no que eles os influenciam?

Cada um de nós tem influências distintas como: Diandro tem influências mais pós-modernas, no hardcore também e no rap. Como Slipknot, Jinjer, Hatebreed, Walls of Jericho, Racionais, Facção Central, eles influenciam muito na presença de palco que eu tento usar.

Gabriel Leão tem influências nos grandes clássicos, no thrash metal, e no new metal, como Black Sabbath, Metallica, Deftones, Killswicth Engage.

Rodrigo Fursten já tem inspirações mais góticas e no metal extremo, como Lacuna Coil, Deicide, Mayhem, Épica.

Felipe Krauser já tem influências mais progressivos e clássicas, como Rush, Pink Floyd, Dream Theather, Avenged Sevenfold.

E todas essas misturas refletiram no som da Treze Black, por isso o gênero Nu-metalcore o metalcore progressivo é o que mais se encaixa, mas ainda sim tentamos explorar outros horizontes também.

Victor Hugo Cavalcante: O primeiro registro oficial do grupo foi lançado em 26 de setembro de 2019, com o título de Nunca Esqueça, composto das faixas Passos Cegos, Reviver e Alma Órfã e que foi gravado pela Fanton Group em Santa Maria/RS, pelos produtores Pedro Ferreira e Maurício Torres, da banda Apoteom, enquanto a arte gráfica foi criada por Maike Adriel, da Oroboro Designer.

De lá pra cá nestes oito meses o que e o quanto mudou para a banda em termos de divulgações, shows e evolução musical?

O Nunca Esqueça foi um pontapé inicial que logo que terminamos de lançá-lo já emendamos a criação do Quimera, queríamos fazer algo diferente, enquanto gravávamos o Quimera, íamos divulgando o nunca esqueça.

Tivemos um grande aumento nas divulgações da banda e nos shows, porém com a pandemia do Covid-19, tivemos que focar em material digital.

Victor Hugo Cavalcante: Dentro do cenário do Metalcore Progressivo brasileiro vocês costumam acompanhar bandas com trabalho autoral? E sobre as estrangeiras, alguma atual que tenham lhes chamado a atenção?

Estamos sempre procurando conhecer bandas novas tanto da cena brasileira como da gringa.

Algumas que se destacam bastante é o Project 46, o John Wayne, Aurora Rules.

E internacionais que estão em alta agora como Jinjer, Gojira, Parkway Drive, Code Orange.

Victor Hugo Cavalcante: Quais as principais dicas que vocês dão para quem deseja algum dia formar uma banda com o mesmo gênero musical de vocês?

Que procurem buscar influências em todos os lugares e não se prendam a uma coisa só, sempre agregando o que vem do coração com que vem da audição e visão.

Victor Hugo Cavalcante: Conte-nos um pouco sobre como é a representatividade do Metalcore Progressivo tocado por vocês na região onde moram?

O lado bom de tocar no estilo é que ele atrai tanto a galera mais tradicional como a galera mais nova então sempre nos shows acaba misturando várias gerações.

Temos bastante apoio de quem conheceu a banda e temos parceria com algumas outras bandas também que fazem um som parecido.

Victor Hugo Cavalcante: Quais são as maiores inspirações do compositor da banda para escrever uma letra?

Gosto de escrever sempre falando sobre temas psicológicos, de pegar um pouco de influência das bandas que eu admiro como Slipknot e Korn jinjer, me baseio também bastante no rap nacional, onde gosto de pegar a influência para escrever e conseguir acrescentar agressividade junto a melancolia.

Victor Hugo Cavalcante: Qual foi o show mais fantástico de todos que vocês já apresentaram?

Acho que foi nosso último show na cidade de cachoeira do Sul no Festival Convenção da Hardeira, organizado pela banda Cinzeiro e Vinho Tinto, o show foi montado no meio de um Arvoredo, que deu uma sensação dos festivais da era hippie e das raves e galera quebrando no mosh no meio do "mato" foi demais!

Victor Hugo Cavalcante: Conte-nos o que podemos esperar para os próximos trabalhos além do que já foi comentado nas perguntas acima.

Nós já estamos tendo ideias para um terceiro EP, que também vai ficar um pouco diferente do Quimera, vamos tentar continuar o mesmo padrão mas realçar com outras influências também e procuraram evolução sempre.