Inspirado a inspirar: Uma entrevista com Felipe Dantas

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Por meio de várias histórias voltadas para o público juvenil, alguns jovens encontram grandes lições para vida pessoal, já outros, motivações para a carreira profissional.

Inspirado em Rick Riordan, Adam Horowitz e Edward Kitsis, o escritor mirim Felipe Dantas realizou seu sonho de infância ao lançar A vila dos magos, sua obra de estreia, publicada pelo Grupo Editorial Coerência.

E nós fomos conhecer um pouco sobre o jovem escritor, suas influências e muito mais, confira:

Victor Hugo Cavalcante: Primeiro é sempre um prazer poder recebê-lo em nosso site, e gostaria de começar perguntando: Como surgiu a ideia de escrever o livro A vila dos magos e como surgiu seu título?

Felipe Dantas: É mega estranho falar sobre como a ideia surgiu, porque foi de uma forma bem diferente. (Risos)

Bom, recordo que estava chegando à minha escola de inglês e vi algumas pessoas conversando e acabei ouvindo uma delas falando sobre o "último dia das crianças".

Então, veio essa ideia doida na minha cabeça de repente, tanto que o título inicial do livro era exatamente O Último Dia das Crianças! (Risos)

Ao longo da escrita, eu decidi mudar o nome e não posso contar o significado sobre A Vila dos Magos. Uma das reviravoltas da história acaba envolvendo esse título, então preciso deixar em segredo!

Victor Hugo Cavalcante: Quais suas influências literárias (autores prediletos) e inspirações para escrever um livro?

Minhas principais influências literárias são Rick Riordan (autor da saga Percy Jackson e os Olimpianos), L Frank Baum (autor de O Mágico de Oz) e Jadna Alana (autora da duologia Os Sete Reinos de Oliavarum).

Cada um deles foi mega importante para o processo da criação da história e me inspiraram bastante, principalmente a Jadna, como uma autora nacional, que me mostrou o mercado editorial brasileiro a fundo.

Victor Hugo Cavalcante: Pesquisas apontam que crianças, pré-adolescentes e adolescentes são os que mais consomem livros no Brasil, apesar dos índices de leitores brasileiros serem baixos, esse quadro é satisfatório, principalmente devido os benefícios proporcionados pelos livros para o desenvolvimento pessoal, social e acadêmico de qualquer pessoa. Para você enquanto escritor e jovem qual a importância de pessoas da sua faixa etária lerem e escreverem cada vez mais?

Eu realmente acredito que nossa geração e as próximas são literalmente o futuro para a sociedade. Nós estamos mudando os pensamentos ao longo dos dias e isso vai ser ensinado para as próximas gerações.

Acredito que, nos livros, cada um pode acabar descobrindo mundos novos e, também, coletando alguns conhecimentos do enredo.

Um bom exemplo que tenho é 1984, escrito por George Orwell, mesmo autor de A Revolução dos Bichos. Li 1984 ano passado e me encantei muito pelo livro, pois encontrei muito da nossa realidade ali, e os conhecimentos que o título trouxe para mim foram muito úteis para a evolução de alguns pensamentos que já tinha.

Além disso, a escrita também é uma forma de distração. Escrever novos mundos, com personagens que você gosta, é algo muito confortante e bom de se fazer.

Victor Hugo Cavalcante: Para você enquanto escritor o que nunca pode faltar num bom livro com o mesmo gênero literário que o seu?

Hummm... Em livros de fantasia, acho que as reviravoltas (mais conhecidas pelo termo plot twist) são essenciais para a história, pois ficamos extasiados e ansiosos ao ler algo que não esperávamos de forma alguma.

Também, acho que aquela essência mágica é essencial. Claro, não podemos exagerar muito, mas o enredo precisa ser muito fantasioso!

Victor Hugo Cavalcante: Na história, acompanhamos os amigos de infãncia Jeremy, Louis, Marcus e Seth entrando em uma cilada após invadir uma casa velha. O quanto destes quatro personagens tem em você e o quanto de seu jeito de agir e pensar tem neles?

Ao longo da escrita, eu tentei colocar um pouquinho da minha personalidade em cada um. Mas agora, com o feedback dos leitores, eu fico chocado, todos dizem que o Jeremy (personagem principal) sou eu em pessoa. (Risos)

Acho até legal isso, porque jurava que a minha personalidade estava dividida em cada personagem, mas vi que dei um pouco de preferência para o Jeremy!

Além de ler você também gosta muito de ver séries, tendo como as suas favoritas Stranger Things, Once Upon A Time e Shadowhunters. O quanto estas séries influenciaram na narrativa ou nas construções de personagens de seu primeiro livro?

Acredito que Once Upon a Time é a série que mais me influenciou ao longo do processo. Além de ser o meu programa de TV favorito, também me ensinou algumas lições sobre a vida, e tentei aplicar pontos da série no livro, e até agora apenas uma leitora reparou!

Usei um pouco de Stranger Things e Shadowhunters para me ajudar nas cenas de ação, já que as duas séries carregam muitas cenas deste tipo.

Victor Hugo Cavalcante: Por meio de uma narrativa que explorará o passado e o futuro dos personagens, o autor se propõe a levantar grandes lições sobre a importância da união, família e amizade. Porque você decidiu levar esta temática em seu primeiro livro?

O meu ciclo de amizades em si tem diversos conflitos bem bobos, como de costume na adolescência.

Então, tentei pegar alguns exemplos, alterar alguns detalhes e colocar no livro, para cada um entender a força da amizade. Se a gente não se une, não tem esperança ou qualquer coisa do tipo, nunca vamos evoluir e nunca iremos para frente.

Victor Hugo Cavalcante: Quais as principais dicas que você dá para quem deseja algum dia se tornar escritor?

As dicas são muito amplas e acabam tendo muitos detalhes, mas acho que determinação, foco e organização.

Sem determinação e foco, fica bem mais difícil para colocarmos o ponto final do livro, e a organização é extremamente importante para não deixarmos nenhum furo no enredo e para não nos perdemos ao longo do processo de escrita.

Victor Hugo Cavalcante: A vila dos magos é o primeiro volume de uma trilogia que foi lançado em fevereiro pelo Grupo Editorial Coerência. O que podemos esperar dos próximos livros desta trilogia? E qual está sendo o feedback das pessoas que já leram o primeiro livro?

Fico mega feliz, pois os comentários estão sendo bem positivos. Recebi algumas dicas que vão me ajudar a melhorar a história, e essas críticas construtivas nos fazem evoluir bastante.

E, para os próximos livros, a temática de união vai prevalecer, mas também teremos um pouco mais sobre o empoderamento feminino e a desigualdade no geral!

O segundo livro, que ainda está sem um título 100% definido, vai contar um pouco sobre a história da Karol e o local onde ela mora, local que possui diversas desigualdades retratadas na sociedade.

Victor Hugo Cavalcante: Conte-nos o que podemos esperar para os próximos trabalhos além do que já foi comentado nas perguntas acima.

Podemos esperar muita fantasia, bastante distopia (quero me aventurar nesse gênero), um pouco de policial mais mistério e, quem sabe, um romance na vibe do Jovem Adulto!