Fábio Silberberg afirma em entrevista que vivemos a era do diamante do tênis

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O mundo do tênis já viveu grandes eras com diversos jogadores extremamente talentosos. Os confrontos históricos entre Rod Laver x Ken Rosewall, Bjorn Borg x John McEnroe, Jimmy Connors x Ivan Lendl e Pete Sampras x Andre Agassi marcaram o esporte em diferentes décadas e pisos.

Mas, apesar de todos esses grandes nomes, o momento atual é considerado a era do diamante do tênis por Fabio Silberberg, ex-tenista e empresário brasileiro que concedeu entrevista ao Sites de Apostas.

"Eu diria que nós estamos vivendo mais que uma era de ouro e sim de diamante no tênis. Estou convicto que essa era que a gente está vivendo o mais importante momento da história do tênis até hoje. Não sei o que virá no futuro, mas hoje a gente tem esse Top 3 (Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic) que são os carros-chefes do tênis por quase 15 anos, todos eles com mais de 15 títulos de Grand Slam", afirma Silberberg.

Confira mais trechos da entrevista com o ex-jogador:

Além dos números, o que mais esses grandes tenistas trouxeram para o esporte?

A longevidade deles impressiona e, além disso, depois deles, o esporte é outro. Os complexos desportivos se modernizaram para receber mais pessoas por causa de Nadal, Federer e Djokovic e, com isso, os ingressos se tornaram muito mais caros. A relevância de venda de mercadorias que esses jogadores também é monstruosa. Só o Federer tem dez patrocinadores.

Dentro de um esporte individual você vê a relevância e a força que o esporte tem na televisão. Você liga os canais a cabo, toda semana tem tênis. Não é pouco pensar que eles tiveram muita culpa nisso. Eles mudaram a forma de se comunicar com o público e tudo mais. Temos uma sorte muito grande a gente poder viver nessa geração e ver esses fenômenos.

Qual conselho você daria para os jovens tenistas entrarem nesse mundo?

Acho que o grande conselho que posso dar para o jovem tenista é ele ter foco, disciplina e principalmente paixão. E, completando essa pergunta ele focar na evolução dele como jogador.

O que eu vejo aqui no Brasil são os tenistas preocupados com o ranking, mas a gente está muito longe do que de fato está acontecendo no mundo. Então você ser número um do Brasil é grande coisa e muito importante, mas isso não te garante uma carreira profissional de sucesso.

Quais investimentos faltam para o tênis brasileiro voltar ao topo das tabelas?

Eu acho que falta uma estrutura consolidada mais integrada. Hoje já temos alguns pólos, mas estão muito espalhados e sem padrão ou referência. Além disso, as federações e a confederação ainda não oferecem tantos benefícios como as de outros países.

O número de filiados também é pouco, comparados a federações importantes como a da França, por exemplo. Então eu acho que esta é uma pergunta difícil porque tem muitos fatores e eles todos precisam ser trabalhados em comunhão para vermos mais brasileiros nas posições mais altas dos rankings.