Folkeando com Fighting Stick: Sobre maré e combate no Rock

Créditos: Fernando Valle

Victor Hugo Cavalcante: Primeiramente muito obrigado por nos conceder esta entrevista e gostaria de começar perguntando: Como surgiu a relação dos integrantes com o gênero musical da banda, a ideia de se criar uma banda e como surgiu o seu nome?

Fighting Stick (Gustavo): Nós que agradecemos Victor. A relação dos integrantes com o rock sempre foi presente em cada um, todos tiveram bandas de rock antes da Fighting Stick e também é um gênero que mais escutamos normalmente.

A ideia de criar a banda partiu de quando eu (Gustavo Tavares) estava terminando meu TCC da faculdade de design, e resolvi criar uma banda para fazer o material de identidade visual, desde marca, merch, itens que uma banda precisa para se divulgar.

E como o projeto era meu, eu resolvi criar um nome para a banda que tivesse algo ligado ao meu nome. O significado do nome "Gustavo" é "Bastão de Combate" e sempre achei legal esse significado e traduzi para o inglês, ficando Fighting Stick.

E com a criação da banda, comecei a compor músicas para ela, então chamei meu irmão (Felipe Tavares) e uma amiga minha Tairine Almeida para montar a Fighting Stick em 2015. Só que em 2017, a Tairine teve que sair da banda para ir morar em outro estado, e então chamamos nosso amigo Rômulo Augusto para entrar no lugar. E estamos aí até hoje.

Victor Hugo Cavalcante: Recentemente vocês lançaram o clipe da música Maré, o qual escolhido para marcar a estreia do single homônimo, como foi feita esta escolha? Além deste clipe haverá outros clipes?

Maré foi um single que compus em dezembro de 2018, com o intuito de passar uma mensagem em uma letra que ajude pessoas que estão passando por problemas de depressão ou ansiedade, queríamos que ela fosse rápida, fizesse barulho, que seja agitada, e então trabalhamos nela até junho.

Como estratégia de lançamento, a ideia de lançar o novo single como clipe, iria ajudar a impulsionar não só a música, mas visualmente a mensagem na qual queríamos passar.

E Maré está aí para ajudar a todos e não ser mais uma música de rock, mas sim um remédio para acalmar todos que estão ou passaram recentemente pela depressão ou ansiedade.

Sobre ter novos clipes, com certeza vai, mas ainda é cedo para dizer data.

Victor Hugo Cavalcante: Ainda sobre o clipe recém-lançado, ele foi produzido em parceria com a atriz Melissa Jack e a Alima Produtora Audiovisual, que já trabalhou com a banda Pense. Como surgiu a oportunidade de fazer estas parcerias e como surgiu o contato destes parceiros?

Quando finalizamos a música, entramos em contato com a Alima Produtora que é umas das melhores produtoras que estão na ativa no mercado de bandas, vale a pena conferir o trabalho dos caras.

Dada a proposta da música com o que propusemos, a Alima nos entendeu perfeitamente e então gravamos o clipe, com participação impecável da nossa amiga atriz Melissa Jack que mandou muito bem nas gravações, sendo a personagem em questão simulando estar na situação perturbadora.

A Melissa já era amiga de muitos anos do Rômulo e quando entramos em contato, ela curtiu a ideia e topou na hora gravar conosco.

Victor Hugo Cavalcante: Quais as músicas da banda preferidas por cada integrante e por quê?

Gostamos de todas (Risos), mas quando lançamos o EP Ventura, a segunda faixa O Tempo é a que mais mexe com a gente. Nos shows nos divertimos muito com ela.

É uma música com muita energia, você se sente bem ao escutar. Parece a nossa música combustível (Risos).

Porém estamos muito pegados agora com Maré, talvez futuramente possa ser a atual xodó (Risos).

Victor Hugo Cavalcante: Quais as principais inspirações do compositor da banda para escrever uma música?

Eu tento sempre escrever algo que passei em minha vida, ou algo que estamos vivendo no mundo atualmente.

Nossas letras falam bastante de vivência, estado de espirito, política, então tendo tirar de mim e transcrever algo em letra que possa ajudar alguém que passou pelo mesmo problema que eu, ou alertar sobre algo, falar da política do nosso país que anda tão conturbada ultimamente.

Victor Hugo Cavalcante: Quais são as principais influências musicais da banda e no que elas influenciam a Fighting Stick?

Olha, é bem amplo porque escutamos muita coisa, mas podemos dizer que o que é bom para nossos ouvidos vira influência, seja rock, pop, MPB, samba... Tudo pode virar influência para que no futuro a gente venha a compor algo.

Mas nossas vertentes vêm do Post Hardcore e do Stoner Rock.

Victor Hugo Cavalcante: Formada em 2015, a Fighting Stick possui dois EP's lançados, são eles: Nova Era (2016) e Ventura (2018), além de também contar com dois singles: Refúgio (2017) e A Lei da Vida (2018). Contem-nos um pouco sobre estes trabalhos.

O EP Nova Era foi o nosso primeiro EP, abriu muitas oportunidades para a banda. Com ele tocamos na rádio pela primeira vez, lançamos nosso primeiro clipe com uma das faixas do EP que foi a música Despertar, e nos abriu bastante contato e novas oportunidades.

O EP Ventura vimos uma evolução na banda inteira, com arranjos, letras e vozes. Foi bastante bem-vindo também pelo público que ouviu e aumentou a visibilidade da banda.

Com o EP Ventura conseguimos tocar algumas músicas nas rádios como a Transamérica e também lançamos o clipe da música O Tempo.

O single Refúgio foi uma música política que fala sobre as guerras na Síria, onde em 2017 a atenção estava virada para lá, e então fiz uma letra de revolta, sobre os inocentes que viviam no meio daquele caos.

Em 2018 lançamos o single A Lei da Vida onde foi uma letra que compus sobre o preconceito racial e orientação sexual.

No mundo e principalmente no Brasil, vivemos diariamente com esses preconceitos rondando a sociedade, e A Lei da Vida fala um pouco sobre esse tema de como é estar na pele de alguém sofrendo esse tipo de preconceito.

Victor Hugo Cavalcante: Vocês ainda se sentem ansiosos antes dos shows? Como vocês conseguem driblar a ansiedade?

Sempre rola aquela ansiedade, um nervosinho, mas isso é bom, mostra que estamos preocupados com o que queremos mostrar e apresentar ao público, e depois da primeira música e dos primeiros aplausos, tudo passa e é só se divertir no show (Risos).

Victor Hugo Cavalcante: Qual foi o show mais fantástico de todos e qual está sendo o show mais aguardado por vocês? Por quê?

Todos os shows nós achamos especiais, mas temos que destacar três shows que vão ficar guardados para sempre.

O primeiro foi quando abrimos para a banda Strike em 2017, tocamos para mais de 500 pessoas e todos abraçaram tão bem a gente de uma forma muito positiva que aquela imagem não vai sair das nossas cabeças.

O segundo foi um show o que fizemos no Teatro Odisséia, onde foi um show de fim de ano, que o publico colou, cantou com a gente, e fizemos um show memorável, que ficou também marcado na gente.

E o terceiro show que arrepia só de lembrar, que bem no meio da nossa apresentação teve uma queda de energia no durante uma das nossas músicas, ficando só o som da bateria e imediatamente o publico continuou a cantar música só com a voz do pulmão até acabar, aquilo nos emocionou, tinha gente que aprendeu a letra na hora só para ajudar, foi lindo.  
Já o show mais aguardado ainda não temos, mas quem sabe em 2020.

Victor Hugo Cavalcante: Além das novidades já mencionadas anteriormente o que os fãs podem esperar da banda para o fim de ano e para 2020?

Esperamos lançar mais singles, ou até um material novo quem sabe (risos)...

Mas estamos discutindo ainda, não tem nada fechado, estamos ainda pontuando algumas coisas, com calma, mas com certeza em 2020 vamos ter shows e coisas legais vindo para a Fighting Stick.