Folkeando com Hempadura: Arte é revolução

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Victor Hugo Cavalcante: Primeiramente muito obrigado por nos conceder esta entrevista e gostaria de começar perguntando: Como surgiu a relação dos integrantes com o gênero musical da banda e como surgiu a ideia de se criar uma banda e como surgiu seu nome?

Hempadura: Todos nós da Hempa curtimos rock de varias vertentes desde que nos conhecemos por gente, aprofundando-se no gênero conhecemos as vertentes como Hardcore, Rapcore, New metal, Grunge, Metal etc...

Mais pra frente encontramos o rap o que nos arrebatou numa consciência social necessário vivendo em um país tão desigual como o Brasil, todos nós sempre quisemos expor o que vemos de errado ao nosso redor e a forma mais justa de lutar é com a arma que temos: a arte.

O nome Hempadura vem de uma musica da banda O Surto, tem uma sonoridade legal e uma mensagem de "Legalidade" e Brasilidade especial.

Victor Hugo Cavalcante: Alguns dos integrantes participam ou participaram de outras bandas, o que se mistura nos trabalhos destas bandas com a Hempadura?

Sim totalmente, nosso som é uma evolução e junção de todas nossas vivencias e experiências com outras bandas, todos nós tivemos ou ainda temos projetos paralelos de diversos estilos muito interessantes que dão a mescla necessária para sermos o que somos.

Victor Hugo Cavalcante: Quais as músicas da banda preferidas por cada integrante e por quê?

É difícil escolher UMA, todos nossos sons tem um tema que relevância muito importante, mas vamos tentar:

Kalleb: A música Cidadão de bem, por ser uma mensagem tão direta a um estereotipo de muitos hipócritas na sociedade, som colante, riff e melodia em perfeita harmonia e um clipe que conseguimos expressar tantos problemas que são velados pela hipocrisia humana.

Bodão: A música Tratados como gado, pelo que ela representa em sua letra, seu riff minimalista, porém expressivo, o Groove e sua pegada new metal anos noventa, por remeter às minhas influencias mais antigas como Korn.

Billy: A música Capital, por sua pegada visceral de libertação e raiva, ao vivo se torna mais pesada por uma mudança no riff do final que faz com que o publico interaja mais com o hardcore "Circle pit".

Gio: A música 5 Tiros, por conter uma vibe expressiva em um assunto tão sério como racismo.

Victor Hugo Cavalcante: Quais as principais inspirações do compositor da banda para escrever uma música?

A inspiração das composições é o cotidiano, a vida, o SISTEMA que tenta nos moer todos os dias, o errado e a esperança que com a musica consigamos alertar, modificar algo que nós como reles mortais não conseguiríamos, mas que com o poder da arte há uma possibilidade.

Victor Hugo Cavalcante: Quais são as principais influências musicais da banda e no que elas influenciam a Hempadura?

Muitas, iremos listar as principais: Rage Against The Machine, Limp Bizkit, Nirvana, Black Sabbath, Korn, Racionais, Charlie Brown JR e tantos e tantos outros, são realmente muitos! E nos influenciam nas composições, como letras, melodias, estruturas musicais a sonoridade como um todo.

Victor Hugo Cavalcante: Vocês já lançaram um Ep, 03 Discos e 09 clipes. Contem-nos um pouco sobre estes trabalhos.

Toda nossa produção é independente, fazemos tudo nós mesmos, claro com ajuda de amigos, fãs, parceiros e coletivos como o Coletivo Catarse que nos ajuda nos clipes desde o inicio, da bastante trabalho o que no under é normal, se não for assim você fica refém e parado no tempo.

Todos esses trabalhos nos dão um orgulho imenso são como filhos, cada um deles tem sua temática, sua sonoridade é incrível, e uma evolução musical a cada disco que lançamos e tentamos de a cada dois anos, no máximo lançar, algo novo.

Os clipes são nossos xodós ali é onde damos visual ao som que idealizamos lá no inicio de tudo, é prazeroso demais para nos ver o resultado final de cada clipe, depois de muito trabalho duro.

Victor Hugo Cavalcante: Vocês já se apresentaram em diversas regiões do país, vocês ainda se sentem ansiosos antes dos shows? Como vocês conseguem driblar a ansiedade?

A ansiedade e o nervosismo é o combustível do palco, sem isso nem suba em um! Faz parte de tudo que você faz com amor e dedicação e o principal com um proposito maior social, é muito bom sentir ansiedade, o que não pode é deixa-la te dominar, a gente confia muito um no outro em palco e na vida.

A banda é nossa segunda família sabemos que estamos ali um pelo outro caso aconteça algo de errado, isso nos acalma no momento certo de berrar e bater cabeça com consciência.

Victor Hugo Cavalcante: Qual foi o show mais fantástico de todos e qual está sendo o show mais aguardado por vocês? Por quê?

Todos nossos shows são especiais sem demagogia e por motivos impares, tanto os shows no inicio para duas pessoas no qual aprendemos que a Hempadura em palco tem que transcender quanto os shows com muita gente e muito longe de casa nos quais aprendemos que humildade é crucial nessa caminhada, nossa musica não nos permite subir em palco e não nos doar 100% a mensagem que ela leva, a verdade que transmitimos é poderosa.

Já o show mais aguardado será sempre O PRÓXIMO.

Victor Hugo Cavalcante: O que os fãs podem esperar da banda para o fim de ano e para 2020?

No final do ano temos alguns shows ainda por fazer que serão demais, enquanto que 2020 promete ser um ano intenso para nos, muitos projetos em andamento, o único que podemos adiantar é que sim terá disco novo 2020, o resto é surpresa ainda!