Curtindo um Jam Curitibano À la Red Hot

Créditos: CWJ Official

Victor Hugo Cavalcante: Primeiramente nós agradecemos por nos conceder esta entrevista e gostaria de começar com a seguinte pergunta: Como surgiu a CWJ - Curitiba Jam e porque a banda tem este nome?

CWJ - Curitiba Jam: A banda passou por algumas formações, mas foi no final de outubro de 2018 que a formação se oficializou. O Tosin (baterista), o Reynald (vocalista) e o Mansur (baixista) são amigos desde o colegial, onde as primeiras ideias de formar a banda surgiram.

A entrada do Luan (guitarrista) aconteceu só em 2018, onde o encontramos num site de formação de bandas. Trocamos uma ideia sobre influências, o santo bateu, marcamos encontro no estúdio e estamos aqui e agora; O nome CWJam (CWJ) une duas inspirações: nossa cidade, Curitiba (que também é conhecido como "CWB"); e, porque nossas músicas, na maioria das vezes, surgem através de Jams improvisadas.

Então, fazemos nosso Jam em Curitiba. Com isso, CWJam!

Victor Hugo Cavalcante: Vocês inicialmente era uma banda cover do Red Hot Chili Peppers, como foi que vocês decidiram fazer esta transição do cover para autoral e como está sendo esta transição na visão de vocês?

Na verdade, nunca houve essa transição de cover para autoral porque, desde o começo, nós fazíamos os dois meio que juntos. Mas a proposta de focar nas autorais se tornou mais interessante, porque é muito mais foda você criar um som e trabalhar nele, do que ficar só tirando as músicas que a galera curte e tal; ainda mais que nós temos total condição de manter esse trabalho.

Victor Hugo Cavalcante: Além da clara influência da americana RCHP quais outras bandas de rock vocês curtem e se influenciam?

Reynald: Minhas principais influências são Layne Staley (Alice in Chains e Mad Season), Chris Cornell (Temple of the Dog, Soundgarden e Audioslave), Chorão (Charlie Brown Jr.), Zack de la Rocha (Rage Against the Machine), Mike Patton (Faith no More) e Freddie Mercury (Queen). Tem muito mais, mas esses são os principais.

Tosin: Da minha parte, minhas influencias vão, do Rock Clássico ao Jazz/Fusion, como: John Bonham (Led Zeppelin); Neil Peart (Rush); Dave Abbruzzese (Pearl Jam); Carter Beauford (Dave Matthews Band); Dennis Chambers (Niacin) e Matt Gartska (Animals as Leaders).

Mansur:  Geddy Lee (Rush), Joe Dart (Vulfpeck), Stefan Lessard (Dave Mattews Band), Jeff Ament (Pearl Jam) e John Paul Jones (Led Zeppelin).

Luan: Yngwie Malmsteen foi o primeiro guitarrista que me instigou; Steve Vai e Dimebag Darrell (Pantera).

Victor Hugo Cavalcante: O single Sons foi a estreia de vocês, quais os feedbacks dos fãs? E como surgiu a decisão de grava-lo?

O feedback da galera que a gente conseguiu divulgar foi ótimo, o pessoal apoiou bastante nosso projeto.

Tínhamos quatro músicas que poderiam ser lançadas como single; optamos por Sons, porque é uma música que demonstra as demais habilidades, e musicalidade de cada membro, e serve como porta de entrada para os novos ouvintes da CWJ.

Victor Hugo Cavalcante: Além das músicas autorais o que podemos dizer que podemos esperar de mudanças para a banda nesta transição de cover para autoral?

Além dos lançamentos autorais, nós estamos na tentativa de nos consolidar no cenário musical curitibano através de: Shows; apresentações e festivais; e divulgações em geral. Apesar de ser o oposto de que todos falam, nós tivemos muito mais oportunidades no meio autoral do que nos covers. Isso serve de incentivo para outras bandas iniciantes como nós.

Victor Hugo Cavalcante: Quem foi o compositor do single de estreia Sons e quais foram suas principais influências para cria-lo?

O compositor principal foi o Mansur (baixista), mas cada integrante contribuiu de maneira significativa, como a ordem dos riffs, viradas, transições, nas outras melodias, harmonias, ritmo e na letra.

Na verdade, todas as nossas músicas são feitas assim, é a junção das nossas ideias sobre algo, dando um resultado final, com a essência musical de cada um dos integrantes.

A princípio, Sons era para ser uma disco music, baseada na Disco Ulysses do Vulfpeck, e também, A Rua, do Ed Motta. Mas acabou que achamos melhor fazer um funky groovado, marcando mais a identidade da banda.

Victor Hugo Cavalcante: Enquanto covers quais músicas do Red Hot não podem faltar nos shows que vocês apresentam? E quais as preferidas dos integrantes da CWJ - Curitiba Jam?

As músicas que não podem faltar, são as mais famosas, e as mais groovadas, que seriam em nossa opinião: Around the World, Give it Away, If You Have to Ask e Suck My Kiss. As preferidas da banda são:

Tosin - Mellowship in a B major;

Luan - Sir Psycho Sexy;

Reynald - Quixoticelixer;

Mansur - Apache Rose Peacock.

É unanimidade, que para a gente, Blood Sugar Sex Magik é o melhor álbum do RHCP.

Victor Hugo Cavalcante: Quais as novidades que os fãs podem esperar da banda neste segundo semestre de 2019?

Estamos num trabalho intenso na produção de vários singles...

Se tudo estiver dando certo, pretendemos lançar nosso primeiro álbum até final do ano, e também vamos fazer vários clips e live sessions. Aproveitando a oportunidade, fica aqui o agradecimento ao nosso produtor, Guilherme Tosin pelo apoio e por nos proporcionar um excelente ambiente para a produção de nossas músicas, no Estúdio Musicking.

Agradecemos também a vocês do Jornal Folkcomunicação pela oportunidade da gente contar um pouco sobre a nossa história, e pelo incrível trabalho e incentivo, que vocês proporcionam a varias bandas locais. Somos eternamente agradecidos!