Entre caras e faces: Relatos de um cosplayer e seu hobby

Créditos: Facebook

Victor Hugo Cavalcante: Primeiramente muito obrigado por nos conceder esta entrevista e gostaria de começar perguntando: Como começou sua relação com a a arte de fazer Cosplay?
Nanda Takashe: Desde a adolescência, quando vi que não me encaixava nos padrões sociais, comecei a ir nos eventos, aqui da minha cidade mesmo, tinha poucos cosplays na época pois além de caro, importar era algo difícil, não tinha vários sites acessíveis como agora, então uma das cosplayers começou me incentivar, até que saiu finalmente, gostei e viciei, não consegui parar mais.

Victor Hugo Cavalcante: Qual foi o primeiro cosplay que você fez? E o quanto ele te aproximou mais da cultura Otaku/nerd/Geek?
Foi minha heroína de infância, Sailor Vênus, mas na versão colegial. Foi mágico porque finalmente me senti alguém, me fez querer participar mais daquela magia.

Victor Hugo Cavalcante: Você já fez cosplay de muitos personagens conforme visto em seu Instagram, para você qual foi o mais difícil na hora de montar o personagem e o mais insuperável de todos?
Como eu vou mais pela quantidade que quero fazer, eu dou prioridade aos mais simples, mas acho que o mais difícil foi uma "armadura" da Erza (Fairy Tail), uma amiga que fez mas ajudei bem, não encaixava, me colei toda, mas por fim saiu algo e nos divertimos muito.
 
Victor Hugo Cavalcante: Ser cosplayer, ao contrário do que muitos pensam é muito mais do que apenas "se fantasiar" de seu personagem favorito, na verdade ser cosplay é VIVER o personagem travestido, pensando assim qual personagem que você já se transformou pode ser mais comparado com a Nanda Takashe no jeito de ser, agir e pensar?
Eu costumo fazer apenas personagens que tem algo forte parecido comigo, por exemplo, costumo fazer muitas versões da Erza e da Minako, a primeira é muito o que sou agora, preocupações bem semelhantes, agora a Mina-chan é mais meu lado "moleca", menina despreocupada e sorridente.

Victor Hugo Cavalcante: Qual foi o evento relacionado ao mundo de cosplay mais fantástico que você já foi? Qual evento você nunca foi mais gostaria muito de ir?
As duas perguntas se resumem a Comic Con, fui apenas em 2017

Victor Hugo Cavalcante: Quais são seus animes prediletos? E suas HQ's prediletas?
Amo muito Sailor Moon, Fairy tail e Yu Yu Hakusho, mas curto de tudo um pouco. Hq's, no momento mais a parte do Aranhaverso (Marvel), principalmente da Spider Gwen, adorei esse destaque que ela vem ganhando desde 2015.

Victor Hugo Cavalcante: Além de animes, vemos que você já fez cosplay do universo cultural do ocidente, para você qual personagem da cultura nerd do ocidente mais te representa? Por quê?
Já fiz cosplay da Lilian Evans (Saga Harry Potter), acho que essa personalidade amorosa dela bate bem com a minha. E da Gwen versão mulher aranha carrego todo turbilhão que a rotina e as responsabilidades morais trazem.

Victor Hugo Cavalcante: Para você o que significa ser e fazer cosplay(er)? Por quê?
Literalmente uma fuga da rotina, uma fuga da realidade, uma experiência lúdica.

Victor Hugo Cavalcante: Em seu Instagram você menciona ser potterhead, você já fez algum cosplay da série do bruxo britânico mais famoso do mundo? Qual foi e o quanto você se compara ao personagem em questão?
Sim, já fiz duas, a Fleur que é minha inspiração francesa e a mãe do Harry (Lilian) versão estudante, pois acho ela maravilhosa em todos aspectos, só queria que elas tivessem sido mais exploradas.

Victor Hugo Cavalcante: Você acredita que ainda impera no ocidente algum preconceito envolvendo o mundo dos cosplayers ou a população ocidental já abraçou totalmente a cultura cosplays?
Sim , ainda existe muito preconceito, ainda passo por situações em que chego em algum lugar caracterizada, pois faço sessões de foto, e as pessoas apontam e dão risada.

Também existem pessoas que tem preconceito até mesmo neste meio cosplayer, quando tem personagens iguais, ainda existem cosplayers que comparam roupas e acessórios para averiguar quem está "melhor" ou com "o cosplay mais caro", isso tudo sem estar oficialmente em desfiles ou competições.

Porém essas situações relevadas, é algo divertido e em grupo é mais divertido ainda, recomendo sempre para quem quer entrar nesse hobby que:diversão e amizade venham sempre em primeiro lugar.