Brvtalidade pura do amor no Rock' n Roll

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Victor Hugo Cavalcante: Primeiramente muito obrigado por nos conceder esta entrevista e gostaria de começar perguntando: Como começou a relação do trio com o Rock e com a banda?
BRVTO AMOR: Olá Victor! Nós que agradecemos a oportunidade de divulgar um pouco mais do nosso trabalho. Sobre a relação dos integrantes com o rock, todos nós nos encontramos com ele em alguma parte da nossa jornada, e a partir desse contato, virou nosso estilo de vida, apesar de termos membros bem ecléticos. Sobre a relação com a banda,tudo flui muito bem,na base do respeito. Somos membros com uma grande diversidade de pensamentos e filosofias de vida, mas que com esse elemento sendo como um dos nossos condutores, conseguimos trabalhar bem juntos, seja no palco ou fora dele.

Victor Hugo Cavalcante: Porque o nome da banda é BRVTO Amor? Explique para a gente como surgiu este nome.
O nome surgiu basicamente pela temática das nossas músicas. Falamos sobre amor e cotidiano, mas tudo com uma "lente" bem bruta sobre o que acontece dentro desses dois temas, partindo desse ponto, a escolha do nome se deu de forma natural.

Victor Hugo Cavalcante: Em setembro de 2018 vocês lançaram o vídeo clipe da música Luz da Meia Noite, como foi fazer este clipe e o que vocês acharam do clipe desde sua gravação até sua concepção de fato? Além desta música quantos clipes existem e de quais músicas vocês fizeram?
Fazer nosso primeiro clipe foi algo fantástico, justamente pela simplicidade da produção. Gravamos na Masmorra Produções, do nosso amigo Thiago Locke, que sempre nos ajudou na correria de gravar as músicas e os vídeos. Gravamos tudo no estúdio que ensaiávamos na época, e a edição e direção de arte ficou a cargo do próprio Thiago. A qualidade do resultado ficou proporcional a sua simplicidade, grandiosa. Como tudo de melhor no rock, fizemos o muito com os poucos recursos que tínhamos. Além de Luz da Meia Noite, lançamos em novembro o webclipe da faixa Vida, do nosso EP, lançado nessa mesma época,chamado Amor Nenhum.

Victor Hugo Cavalcante: Qual a música da banda que cada integrante se identifica mais? E por quê?
Acho que isso depende muito de momento. São muitos fatores que levam uma pessoa se identificar com uma música e esses variam diariamente,ainda mais quando se trata das próprias produções. Mas atualmente, todos estão empolgados com a nova música "Em Paz", que lançaremos assim que possível.

Victor Hugo Cavalcante: Quem escreve as letras da banda? E o que o inspira para escrever?
Quem escreve as letras, até o momento, é o nosso guitarrista Dark. E o que nos inspira, basicamente é o cotidiano, a vida e sua batalhas diárias.

Victor Hugo Cavalcante: Quais bandas e cantores dentro e fora do gênero da banda que vocês mais curtem e se identificam enquanto músicos e banda?
Acho que a melhor maneira de responder essa pergunta,é através do background de cada músico dentro da banda. Dark e Emanuel vieram do Hard Rock, então acabam se identificando mais com esse lado, apesar de serem os mais ecléticos da banda, Emanuel nem se fala (Risos), já o Felipe,vem de uma linha mais voltada pro Metal, tendo como principal referência para suas linhas, a banda Angra. E Theo segue pelo Trashmetal, trazendo mais peso para a cozinha da banda.

Victor Hugo Cavalcante: Em off foi nos dito que o grupo tocará no dia 27 de janeiro no Calabouço da Tijuca no RJ, como está sendo a preparação para esta estreia na casa? O que o público pode esperar deste show?
Estamos muito felizes, para ser sincero. O Calabouço é uma casa bem importante para a cena underground carioca. Ainda mais com o evento Akasha Rock Festa (que está na sua segunda edição), pois é um evento novo e que chega cheio de gás em cima do rock autoral. Então nossa preparação está sendo toda em cima desse foco. De todo o nosso set, só será tocado um cover. O resto será BRVTALIDADE pura!

Victor Hugo Cavalcante: Além do show do dia 27 de janeiro qual é a agenda oficial para o mês de janeiro?
Por enquanto não temos nenhum show marcado para janeiro. Tivemos até uma proposta, mas estava muito em cima para conseguirmos preparar aquele show de respeito!

Victor Hugo Cavalcante: Uma coisa bem interessante que pudemos observar é que apesar de ser uma banda carioca de rock pesado a BRVto Amor sabe como ninguém como falar do cotidiano e de amor de forma crua, distorcida com melodia e peso. Para vocês isso demonstra que bandas ditas brutas/hardcore também podem fazer músicas românticas?
Com certeza! Embora nossas letras não carreguem exatamente a mesma forma de falar de amor do que ouvimos na maioria das músicas românticas. Em nossas músicas, o amor é tratado de modo mais natural, cru, como foi citado na sua pergunta. O amor não precisa sempre ser tratado de forma melosa. 

Claro que as vezes esse discurso é coerente, mas algumas vezes, o sofrimento causado com ele é natural, como muitos momentos da vida, mas que ainda assim nos permite seguir.

Victor Hugo Cavalcante: Qual foi o show mais fantástico que a banda já realizou? E qual foi o evento mais foda? Como é a preparação dos integrantes antes de cada apresentação?
O último show que fizemos na Vila Valqueire, numa feira gastronômica. Recebemos um carinho grande das pessoas presentes, apesar de estarem nos conhecendo naquele momento. Foi uma recepção especial, e a produção era muito respeitosa para com os artistas. Quanto a preparação para os shows, nos reunimos antes de entrar no palco para acertamos alguns detalhes de como será nossas dinâmica de show, distribuímos os sets, nos aquecemos para não entrarmos "frios" no palco e colocamos nossos figurinos para o show.

Victor Hugo Cavalcante: Quais foram os momentos mais fodas, os mais malucos e os mais frustantes da banda nesse longo 8 anos de estrada representando o rock independente do RJ?
Os momentos mais fodas com certeza são os feedbacks que estamos recebendo dos fãs gringos, o convite que recebemos para tocar no Canadá, no Indie Week (infelizmente não pudemos ir por falta de grana) e nosso clipe da Luz da Meia Noite tocar no Canal BIS. Momentos malucos ainda não temos muitos.E os mais frustantes são os quando nos deparamos com a desvalorização do artista,nas casas em que vamos tocar, com cachês que não dão nem para a passagem, falta de um estrutura descente para tocar, e o desrespeito, quando nos tratam como se tivéssemos prestando um favor algumas casas de show do Rio.