Luiz Romera: Abrindo as portas do futuro com o Inglês

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Victor Hugo Cavalcante: Primeiramente muito obrigado por nos conceder esta entrevista e gostaria de começar com a seguinte pergunta: Como começou sua relação com o inglês e com a área de aprendizado de idiomas?

Luiz Romera: Fico muito feliz e grato pelo convite, espero que as pessoas aproveitem o máximo dessas palavras. Bom, como a maioria das crianças, recebi estímulo da família para começar meus estudos quando tinha 8 anos. 

Se trata de um estudo contínuo, pois até hoje eu me atualizo e aprendo novidades. Meu contato maior com o aprendizado do idioma veio quando notei oportunidades de trabalho e desenvolvimento sendo professor, onde a necessidade de explicar algo, me cercou para ter as respostas para meus alunos.

Victor Hugo Cavalcante: Muito se fala hoje em dia na importância de se aprender ao menos um idioma a mais além do nosso idioma pátrio, mas afinal, quais são os principais motivos?

No mercado de trabalho atual, ter pelo menos o Inglês como segundo idioma é um pré-requisito para se fazer negócios em um âmbito sem fronteiras. Para aqueles que ainda não se encontram no mercado de trabalho, como é o caso de crianças e adolescentes, saber se comunicar em uma segunda língua abre portas para novas culturas, viagens, fazer novos amigos e entender aquela música, série ou filme sem usar a dublagem ou legendas. O benefício de entender o mundo fora daquele em que estamos inseridos é fantástico! 

Te faz crescer pessoalmente de uma forma imensurável.

Victor Hugo Cavalcante: Existe alguma faixa etária ideal para começar a aprender outros idiomas? Por quê?

Eu instigo as pessoas pensarem nessa "faixa etária" com apenas uma palavra: AGORA! Independente se a pessoa tem 3 ou 90 anos. AGORA, é o melhor momento para ser! Faça bem feito! 

O AGORA tem mais poder do que você pode imaginar, pois se você o valorizar como algo que nunca mais vai recuperar, perceberá que a idade não é realmente o que importa e sim o quão disposto e o quão comprometido com a meta de aprender idioma você está.

Victor Hugo Cavalcante: Um dos idiomas mais falados no mundo é o inglês, para você enquanto professor deste idioma o quanto o aprendizado desta língua pode ajudar a consolidar uma carreira profissional de sucesso hoje em dia?

Sou formado em Comércio Exterior e já trabalhei em multi-nacionais, tais quais: Oxford University Press, British Council, Bridgestone, etc. Se consegui atuar e ter um bom desempenho nessas empresas, eu devo parte dessas conquistas ao fato de carregar o Inglês comigo.

Indiscutivelmente, o idioma foi o responsável por me levar para lugares e posições que nunca imaginei ser possível, já que nasci em uma cidadezinha pequena de 20.000 habitantes. 

Garoto de cidade pequena, mas com muita garra e dedicação, me orgulho por já ter me aventurado sozinho nos EUA e no Canadá, conhecendo mais de 30 cidades distribuídas na América do Norte.

Com certeza devo todas essas conquistas pelo fato de ter me dedicado ao aprendizado de um idioma.

Victor Hugo Cavalcante: Falando de produtos audiovisuais (Filmes, séries e músicas) o quanto estas ferramentas podem ajudar no aprendizado de idiomas além das aulas práticas e teóricas?

Hoje esses recursos audiovisuais estão na palma da mão. Eu lembro que quando eu comecei estudar, pra eu escutar músicas das bandas que eu curtia, era comprando fitas cassete ou CDs. 

Eu esperava ansioso pra passar os programas de videoclipes na TV pra assistir e ouvir as músicas. Hoje várias plataformas de streaming online oferecem esses serviços 24 horas
O problema é a quantidade de informação jogada, onde se faz necessário aprender trabalhar a ansiedade de querer fazer tudo de uma vez e dar um passo hoje e outro amanhã. Só não aprende quem não quer nos dias de hoje, a Internet facilitou muito nossas pesquisas e estudos. 

É uma forma muito interessante de abordagem, pois com ela consigo entender o gosto do aluno e ensiná-lo com recursos que o deixa confortável, como é o caso de ouvir uma música e debater uma gramatica implícita nela, ou até mesmo assistir uma cena de um seriado ou filme e atuar com o aluno para refazer a cena atribuindo os papéis e praticar as falas.

Victor Hugo Cavalcante: Embora hoje o ensino público tenha em seu currículo as aulas de inglês e, em grande parte, espanhol, o que você acha que pode e deve ser melhorado quanto á situação de ensino de línguas estrangeiras nas escolas públicas?

Sem dúvidas, a capacitação dos profissionais que ensinam. Muitos nunca tiveram contato com nativos ou com o exterior. Ensinam algo que nunca viveram. 

Já pensou o quanto seria mais atrativo para os alunos se um professor contasse uma história de algo que realmente viveu?

Victor Hugo Cavalcante: Como os pais podem ajudar seus filhos a treinarem o idioma além da aula? E quais ferramentas além das audiovisuais podem ser utilizadas pelos alunos de idiomas para praticar além do espaço escolar/educativo?

Incentivar os filhos a assistirem filmes e séries em Inglês, ouvir músicas e se tiverem condições, investir em viagens internacionais. 

Existem aplicativos para celulares e tablets que auxiliam nesse aprendizado. Um muito usado é o Duolingo

Nele o usuário vai cumprindo as etapas, subindo de nível e acompanhando o próprio resultado. Leituras de quadrinhos em Inglês também podem estimular as crianças a buscarem significado para se desenvolverem.

Victor Hugo Cavalcante: Quais filmes e músicas você costuma indicar para seus alunos treinarem seus idiomas? Cite-os e justifique sua citação.

Eu carrego comigo um pouco do que recebi de influência nessa caminhada de aprendizado. Quando criança um filme que me conquistou e me fez assistir todos os lançamentos foi a saga do Harry Potter

Eu sempre indico para que meus alunos assistam e quando pertinente, discutimos sobre os pontos de vista de cada um. 

The O.C., Smallville, Friends são séries que me ensinou bastante, uma vez que as falas são situações de cotidiano. 

No quesito música, eu sou aquele típico cara dos anos 90, 2000, que ouvia Red Hot Chili Peppers, Green Day, Avril Lavigne, Simple Plan, 3 Doors Down, Nickelback entre outras. Aprendi muito ouvindo e lendo as letras, tentando memorizá-las.

Victor Hugo Cavalcante: Quais as principais dificuldades que você observa que os alunos têm quanto ao inglês? Porque eles tem esta dificuldade e que dicas você dá, além de muito estudo, para contornar estas dificuldades?

Além da dificuldade de manter o compromisso em aprender um novo idioma, a pronúncia e a escrita são dificuldades que o brasileiro mais apresenta, porque existem sons que não reproduzimos no Português da mesma forma, e a escrita não é muito praticada. 

Nada melhor do que ser persistente e praticar o que sentirem de necessidade e dificuldade. Nem sempre o que é mais prazeroso é o melhor caminho, hoje em dia as pessoas estão muito acomodadas e acham que aprender um idioma é ter 2 anos de aulas ou até mesmo ministrando aula para ser bom no que faz. 

Isso requer dedicação e muitas horas de vôos (contato com a língua).

Victor Hugo Cavalcante: Quais as principais diferenças linguísticas entre o inglês britânico, o inglês americano e o inglês canadense? Existe alguma outra variação linguística em outros países que falam inglês?

A maior diferença está no sotaque, em algumas grafias e como cada cultura entende um determinado vocabulário. Por exemplo, "lift" no Inglês Americano é "levantar", já no Britânico pode ser também "elevador". 

Na Escócia, fala-se um Inglês bem carregado assim como na Austrália. Todas regiões onde se falam o idioma pode haver variações, uma simples exemplo é nosso país, onde o Nordeste fala-se de uma forma e no Sul temos um contraste bem evidente.

Victor Hugo Cavalcante: Apesar de todo aprendizado é possível um aluno da língua inglesa falar este idioma tão perfeitamente quanto um inglês/americano nativo ou sempre se perceberá um sotaque? Por quê?

Com dedicação e força de vontade, tudo é possível. Basta o aluno ter disciplina, praticar e se entregar pra meta. 

Não é uma tarefa fácil soar como um nativo, eu mesmo não me considero com sotaque de nativo, mas trabalho isso comigo mesmo e tento cada dia melhorar mais.