Black Bird: O voo dos garotos do Rio de Janeiro

Créditos: Raquel Lacerda Gaertner

Victor Hugo Cavalcante: A Black Bird completa 20 anos de uma história de sucesso. Desde sua fundação, em 1998, a banda já tocou nos mais badalados lugares do Rio de Janeiro, como Canecão, Teatro Rival, Garden Hall, Hard Rock Café, Ballroom, Golden Room do Copacabana Palace e na Praia de Copacabana. Afinal como começou a Black Bird e acima de tudo a paixão beatlemaníaca dos integrantes?

Black Bird: Na época, o Ivan (Barros, produtor) tocava baixo e dirigia o Estúdio Ecléticos, em Vila Valqueire. Ele, o Xande (Maio, baterista) e o Alan, que foi nosso vocalista por muito tempo, juntamente com Herick e Edinho, que tocavam guitarra e teclado, eram apaixonados por Beatles e decidiram fazer um ensaio. O resultado foi tão bom que levaram o projeto a sério, que acabou chegando onde está hoje. Mesmo que alguns dos membros tenham saído há muito tempo, eles tiveram um papel importantíssimo nessa história. Agora, sobre paixão beatlemaníaca, isso não se explica, né? É paixão. O Ivan ainda teve a sorte de viver nesse período em que os Beatles lançavam suas músicas, mas os outros membros foram criados ao som do quarteto em suas casas. Faz parte da nossa formação.

Victor Hugo Cavalcante: Vocês já foram condecorados pela comunidade britânica do Rio de Janeiro como a banda cover número 1 do Brasil e já foram convidados a tocar em 2004 no International Beatle Week Festival, em Liverpool, como foi poder conhecer e tocar na terra natal dos Beatles?

Tocar em Liverpool para um público beatlemaníaco é como jogar em casa com estádio lotado apoiando o time. Nos sentíamos pertencentes àquela atmosfera e íntimos do público. Vivemos alguns momentos mágicos, como quando tocamos Penny Lane no hotel Adelphi e fizemos a plateia chorar.

Victor Hugo Cavalcante: Porque o nome da banda é Black Bird? Seria uma homenagem para a música Blackbird que é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum The Beatles (ou Álbum Branco) de 1968? O que esta música representa para cada integrante da banda?

Sim. Na fundação da banda, cada membro sugeriu um nome e esse foi o escolhido. A música é importante porque ela marca a luta das minorias, além de ter um dedilhado impecável de violão e uma letra sublime.

Victor Hugo Cavalcante: Quais as músicas dos Beatles que os fãs mais pedem para tocar? E quais vocês mais gostam de ouvir e de tocar?

São muitas, afinal, o repertório dos Beatles tem mais de 300 músicas, todas de altíssima qualidade. Algumas são especiais, como While My Guitar Gently Weeps, e as apoteóticas Helter Skelter e Twist and Shout. Mas cada músico tem sua preferência, então também figuram Let Me Roll It, Eleanor Rigby e Dear Prudence no rol das favoritas.

Victor Hugo Cavalcante: Se pudessem tocar com os Beatles qual seria o repertório musical perfeito pra o show? Por quê?

Que pergunta difícil! Acho que seria muito legal tocar com eles músicas que eles não reproduziram ao vivo, pós-1966, com um repertório mais sofisticados em termos de arranjos, mas sem dispensar, naturalmente, os instrumentos do quarteto.

Victor Hugo Cavalcante: Quais são as principais novidades para a metade do ano de 2018 e começo de 2019 que os fãs podem esperar?

Estamos estreando em algumas casas esse ano, como foi o caso do Banana Jack, do Bar Bukowski e do Jack Daniel's. Estreamos também um formato acústico que deve se repetir em locais apropriados. No mais, não podemos falar, se não estragaria a surpresa, né?