Não Alimente os Animais: A forma animalesca do Groove nacional

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Victor Hugo Cavalcante: Primeiramente muito obrigado por nos ceder esta entrevista, e gostaria de começar perguntando: O nome da banda é Não Alimente os Animais, por quê? Como os integrantes se conheceram?

NAoA: O nome surgiu de maneira espontânea, em algum ensaio. Mas resumindo, significa que você não deve alimentar o seu lado irracional, o seu lado animal. Nós já nos conhecíamos de outras formações, todo mundo tinha outras bandas covers que tocavam na noite, e acabamos nos conhecendo. Mas o ponto de partida foi quando os dois tecladistas, o Alexandre e o Felipe, se reuniram para trocar uma ideia de timbres e arranjos de piano e teclados. Daí em diante, eles começaram a expor suas ideias um para o outro e acabaram convidando os dois Lucas para um ensaio e fazer um som. O Luis, na guitarra entrou por último. Daí pra frente, todo mundo começou a trabalhar nas músicas de todos, ou seja, são todos compositores e a banda trabalha de uma maneira bem colaborativa, em conjunto.

Victor Hugo Cavalcante: A banda é oriunda de outros projetos musicais, vocês continuam nestas bandas? Se sim, quais são elas e o que difere entre Alexandre Alles, Felipe Magon, Lucas dos Reis, Lucas Chini e Luis Fernando Alles destas outras bandas para os integrantes da NAoA?

O Felipe também toca na Natural Dread, banda de reggae de Caxias que está na ativa há 17 anos. O Felipe e o Lucas dos Reis tocam em outra banda cover chamada Ladies and Tramps. Acrescentando o Lucas Chini, tem outra formação, a Divina Comédia - Tributo aos Mutantes. O Luis toca na Mindgarden, banda de rock de Caxias com dois discos gravados e que está na ativa há oito anos. O Alexandre toca em bandas de Tributo a Elis Regina e outra de tributo a Rolling Stones, e também toca na Velho Hippie, de Caxias, que surgiu em 2009. Então a formação da Não Alimente os Animais, eu diria que é a mais recente dessas, e a diferença é que a banda sempre trabalha de maneira conjunta, assinando as composições pelos cinco músicos.

Victor Hugo Cavalcante: O primeiro show da turnê da banda nos estados do RJ e SP aconteceu no dia 8 de setembro em SP e teve a participação da banda Pássaro Vadio, o que o público achou do show? O que podemos esperar dos outros shows desta turnê? E quanto á banda Pássaro Vadio, como vocês se conheceram e como rolou o convite?

Sentimos que o público nos acolheu, muita gente que nos escutou, realmente esperava outra sonoridade, então a nossa formação com dois teclados e quatro vozes acaba agradando bastante, porque é incomum. Para os próximos shows, o público pode esperar muita energia de nossa parte, um show vibrante e de coração, pois a música é o que realmente importa para nós. O Ramiro da Pássaro Vadio, morava em Porto Alegre, então o Alexandre já conhecia ele de outra ocasião. A gente fez o contato com ele e topou fazer essa dobradinha, inclusive ele nos acolheu na casa dele por alguns dias e estamos muito gratos por tudo o que está rolando.

Victor Hugo Cavalcante: Além deste show na capital paulista, vocês farão outros shows com a Pássaro Vadio e outras bandas tais como: McGee & The Lost Hope e Leza, porque e como vocês se conheceram? Vocês acham que ações como estas fortalecem ainda mais o cenário musical do Rock no país?

Com certeza, os artistas independentes precisam apoiar um ao outro, pois a gente sabe como é complicado fazer uma turnê longe de casa, sem backline, etc. Todos esses apoios que estamos tendo das pessoas que nos acolhem e bandas que emprestam equipamentos, eles podem esperar de nós quando descerem para o Sul. Esse contato com as bandas foi feito pelo Lucas Bender, da Honey Bomb, que está fazendo o roteiro dessa turnê. Ele já teve essa experiência com a Catavento, quando subiu para o Sudeste e Nordeste e nos ajudou bastante nesses contatos e logística.

Victor Hugo Cavalcante: Vocês são do estado do RS, mais especificamente de Caxias do Sul, como é o cenário do Rock, mais especificamente do Groove em Caxias do Sul? E como está sendo representar este gênero musical na turnê Rio-São Paulo?

Em Caxias rolou um boom da cena uns anos atrás, onde surgiram diversas bandas muito boas, inclusive muitas delas, conseguindo sair do Estado e do país. A cidade tem predominantemente uma descendência italiana, mas ela cresceu e está se tornando uma cidade multicultural, claro que em menor proporção às grandes cidades do país, então existe uma grande diversidade musical, com bandas de rock, reggae, indies e outras de chamamé, samba etc. A gente está bem contente em representar a cidade e o Estado aqui no Sudeste, e levar um pouco dessa diversidade para outros lugares.

Victor Hugo Cavalcante: Além desta turnê, quais são as próximas novidades da NAoA?

Está nos planos gravar um single para lançar no verão, e no primeiro semestre do ano que vem lançar de maneira nacional nosso segundo álbum, com planos de realizar uma turnê por Sudeste e Nordeste.