PF - A Lei é Para Todos ou a infelicidade de um filme

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Ontem comemoramos mais um ano de independência do nosso Brasil.

E nada melhor do que comemorar uma data de tamanha importância vendo um filme sobre a história do nosso Brasil, não é?

Pois sim, o filme Policia Federal - A lei é para todos é querendo ou não um filme sobre a história suja do nosso país. Afinal como mostrado no início do filme ou até baseado no depoimento de um dos réus dos Lava Jato, toda a sujeira começou no descobrimento do Brasil. Afinal, quem mandava nas colônias de verdade não era o Rei, mas sim os criminosos portugueses que aqui viviam e exploravam nossas riquezas.

Sendo purista (Ou poderíamos dizer éticos) aqui fica um reconhecimento: Sim, foi errado o tal "vazamento" do áudio do Lula e da Dilma para a Rede Globo, porém sendo mais purista ainda, é errado decretar a morte da moral dos brasileiros roubando uma enorme quantia de dinheiro, e se safando disso. Afinal, como dito no filme... Se fossem julgar num certo sistema por aí, a Lava Jato terminaria por ali. E o brasileiro está cansado de tantas pizzas e dancinhas vergonhosas.

Infelizmente, o filme todo foi uma comédia, ou melhor dizendo, uma tragicomédia. Mas, que fique bem claro, a culpa não foi do excelente filme, mas sim dos fatos ali representados. Afinal, como diz um ditado por aí: É rir para não chorar.

A lei é para todos, menos para os que assinam estas leis.

A lei é para todos, menos para os mercadores que controlam esta eterna colônia, se não de Portugal, pertencente ao Estado.

A lei, afinal, é para todos? Sendo purista num termo jurídico, sim é, erga omnes. Mas, sendo um brasileiro realístico? Sabemos que não.

Independente de lado político, a lei infelizmente não é para todos, porque se fosse, como dizia o velho Bezerra da Silva: "Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão."

Num país em que 80% dos partidos políticos foram citados, num país em que infelizmente, a Lei não é para todos, um filme que reconte o início da Lava Jato, por mais ficcional que seja (Afinal não é documentário!!!), não dá para ignorar e não rir, afinal, o Estado já o faz há muito tempo.

Temos escapatória? Eu como um eterno sonhador digo que talvez tenhamos, mas isso vai demorar mais um pouco. Afinal, a segunda maior arma dos que assinam é a ignorância, e não falamos em ignorância no sentido de pobreza/analfabetismo.