Sheila Simmenes faz samba nórdico em prol da comunidade LGBTQIA+

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A cantora, compositora e multi-instrumentista norueguesa Sheila Simmenes faz da ensolarada nova faixa Here We Are uma importante mensagem de igualdade e aceitação das diferenças em defesa da comunidade LGBTQIA+, a tempo de encerrar o Mês do Orgulho celebrado mundialmente.

Esse samba jazz nórdico mescla as diferentes facetas da artista renomada internacionalmente e que em breve lançará seu primeiro álbum solo após uma série de singles mensais.

A faixa é uma celebração dos amores plurais e múltiplos e de abraçar uma identidade sem medo de preconceitos.

Here We Are foi escrita como um convite a libertar-se de expectativas, limitações e preocupações.

Como mulher cisgênero e heterossexual, Sheila Simmenes reconhece a importância de se colocar como uma simpatizante e defensora dos direitos e das causas da comunidade gay. Não basta respeitar, é preciso se posicionar.

"Eu estava cansada de sentir que nunca era o suficiente, e que eu tinha que diminuir minha luz, minha expressão ou desejos para caber na caixa de outra pessoa, do que achavam que eu deveria ser. Para ser um aliado do cisgênero, é preciso ser mais do que curtir a balada e celebrar o Mês do Orgulho. Precisamos trabalhar ativamente para tornar nossas comunidades melhores para todos. Envolva-se com suas organizações locais. Fale e não tolere microagressões, discriminação ou legislação anti-LGBTQIA+.", declara.

Mesclando música brasileira a ritmos folclóricos nórdicos, passando pelo jazz e neo-soul, Simmenes faz de suas composições um encontro multicultural que desafia as classificações de gênero.

De Bergen a Ipanema, ela transita com desenvoltura da música orgânica à eletrônica, indo da Kristiansand Symphonic Orchestra ao EDM, do country ao folk e do jazz ao soul.

A artista faz do seu primeiro trabalho solo uma amostra da sua versatilidade já evidenciada em projetos coletivos ou colaborando com outros músicos.

Para seu álbum de estreia, Sheila buscou um som vintage, orgânico e 100% analógico, enquanto as letras passeiam pelo português brasileiro, o inglês e o norueguês.

Se aventurando para além dos limites do jazz pelo qual se tornou conhecida, ela se aproxima de uma world music plural e diversa.

Indo do Rio de Janeiro à riviera norueguesa, o violão de oito cordas de Per Olav Kobberstad se une a Fredrik Sahlander no baixo, ao pianista Eirik Ask (Drongo), a Michael Bloch no sax, ao violino de Yeisy Rojas e percussões do brasileiro Robertinho Silva, que já tocou com lendas como Peggy Lee, Gilberto Gil e Sarah Vaughan.

A canção foi produzida e gravada por Sheila Simmenes e Bjørn Ole Rasch (Secret Garden, Annbjørg Lien) no Kongshavn Studio, com os técnicos Jaran Gustavson e Roald Råsberg, mixada por Nils Wingerei e masterizada por Morgan Nicolaysen.

Vocais, violões e percussões foram gravados no Master Studio 112, no Rio de Janeiro, com o produtor Marcelo Frisieiro.

Para além da sonoridade solar de Here We Are, o álbum irá explorar influências de Lisa Ekdahl, Silje Nergård, Portishead e Selah Sue, passando ainda por Erykah Badu, Leo Middea, Yuna, Amel Larrieux e Melody Gardot e será lançado ainda este ano.

Here We Are se une aos já revelados singles Anywhere You Go, Beautiful, Si Ka Du Vil, Same Old Song e Love Was Easy, todas disponíveis para streaming.